A petrolífera britânica BP anunciou, na sexta-feira (30 de outubro), que seu lucro líquido quadruplicou no terceiro trimestre. O resultado, de US$ 4,7 bilhões entre julho e setembro, veio em meio à guerra no Oriente Médio, que disparou os preços do petróleo e do gás.
O lucro após impostos ficou muito acima do US$ 1,16 bilhão registrado no mesmo período de 2025, informou a empresa.
"Conjunto sólido de resultados, apoiados por preços mais elevados e margens maiores", resumiu a CEO da BP, Meg O'Neill.
Segundo o comunicado oficial da BP, o lucro subjacente (underlying replacement cost profit) somou US$ 8,46 bilhões, acima da expectativa de analistas, de US$ 7,33 bilhões.
De onde vem o lucro
A BP se beneficiou de margens de refino maiores, a diferença entre o preço do petróleo bruto e o dos combustíveis derivados. A produção e a exportação de produtos refinados no Oriente Médio seguem afetadas pela guerra, o que beneficia refinarias fora da região.
O fluxo de caixa operacional da empresa subiu 90% no trimestre, para US$ 14,8 bilhões. A dívida líquida caiu para US$ 13,87 bilhões, ante US$ 22,25 bilhões no trimestre anterior.
Com isso, a BP atingiu a meta de redução de dívida um ano antes do previsto, segundo o comunicado.
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O padrão nas grandes petrolíferas
A BP não é a única gigante global do petróleo beneficiada pela guerra no Oriente Médio em 2026. Em julho, a ExxonMobil já havia registrado aumento de US$ 5 bilhões em lucro pelo mesmo motivo, antes mesmo do resultado da BP.
Em outubro, a Shell também bateu recorde de margem de refino no mesmo contexto de guerra e preços altos.
O mesmo fenômeno está inflando o lucro das maiores petroleiras do mundo ao mesmo tempo. O cenário levou o governo brasileiro a zerar o imposto da gasolina, numa tentativa de conter o repasse da alta do petróleo ao consumidor.































