Um grupo de parlamentares democratas dos Estados Unidos cobrou, na sexta-feira (30 de outubro), que o presidente Donald Trump reconheça o resultado das eleições presidenciais brasileiras. Os deputados Greg Casar, Ilhan Omar e Jesús García criticaram a parceria entre Trump e o senador Flávio Bolsonaro.
A parceria entre Trump e Bolsonaro para contestar o resultado das eleições precisa acabar imediatamente. Exigimos que os Estados Unidos se juntem ao restante do mundo no reconhecimento do resultado das eleições brasileiras.
A declaração, assinada pelos três parlamentares, classificou de fraudulenta e corrupta a caracterização que Trump fez da eleição brasileira, apesar da vantagem de 4,4 milhões de votos obtida por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio no domingo (25 de outubro).
Os parlamentares também criticaram Flávio por se declarar, ao chegar à Flórida, "presidente eleito" do Brasil, declaração que ele depois suavizou para "líder" do país. Flávio agradeceu o apoio de Trump e manteve a alegação de que a votação foi fraudada.
O que diz a Casa Branca
A Casa Branca não pretende reconhecer Flávio como líder legítimo do Brasil, segundo fontes ouvidas pela Reuters na sexta-feira (30 de outubro). As mesmas fontes disseram à agência que a posição pode mudar nos próximos dias, dependendo dos próximos passos do senador.
Flávio e a família receberam "humanitarian parole", autorização temporária de entrada nos Estados Unidos. O assessor da Casa Branca, Jason Miller, ajudou a organizar a viagem. O secretário de Estado, Marco Rubio, recomendou a Trump que autorizasse a entrada do senador.
O voo da Argentina a Miami, em 28 de outubro, custou R$ 414 mil.
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Trump disse publicamente ter acompanhado a eleição brasileira e considerado o resultado "questionável", mas não apresentou nenhuma evidência de irregularidade. Ele afirmou manter boa relação pessoal com Lula e evitou endossar formalmente a contestação de Flávio.
A cautela da Casa Branca aparece também na análise que a CNN Brasil publicou na quinta-feira (29 de outubro), segundo a qual Trump trata Flávio como tema secundário diante do interesse americano por minerais críticos e petróleo no Brasil.
A prioridade de Trump, segundo a mesma análise, é fechar um acordo comercial com o governo brasileiro sobre esses recursos.
O que acontece agora
O Senado já discute a possível cassação do mandato de Flávio por causa da fuga aos Estados Unidos.
O caso também repercute na diplomacia entre os dois países: o Itamaraty convocou a diplomata argentina que ajudou na saída de Flávio para o exterior.































