A Raízen firmou nesta quarta-feira (28) acordo tributário com a PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional) e a Receita Federal para regularizar débitos com a União que somam R$ 22,4 bilhões. A negociação é uma das etapas do Plano de Recuperação Extrajudicial da companhia.
Do total, R$ 16,7 bilhões são de responsabilidade econômica da própria Raízen. Os outros R$ 5,7 bilhões ficam a cargo dos acionistas controladores, Cosan e Shell.
Como fica a dívida da Raízen?
Sobre os R$ 16,7 bilhões atribuídos à companhia, o acordo concede desconto de R$ 8,5 bilhões em multas e juros. Com isso, o saldo a ser liquidado pela Raízen caiu para R$ 8,2 bilhões.
A quitação vai sair sem novo desembolso em dinheiro vivo para a maior parte do valor: R$ 5,7 bilhões serão pagos com prejuízos fiscais acumulados pela empresa, e apenas R$ 2,5 bilhões serão pagos à vista.
A Raízen também divulgou versão atualizada do material apresentado aos credores financeiros, com revisões de dados operacionais e financeiros referentes à safra 2026/27, disponível no site de Relações com Investidores da empresa.
Por que a Raízen está em recuperação extrajudicial?
A companhia, joint venture entre Cosan e Shell, protagoniza a maior recuperação extrajudicial do país, depois de formalizar em junho um acordo de reestruturação de R$ 64,7 bilhões com credores.
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A empresa também tem vendido ações a R$ 0,25 cada como parte da mesma reestruturação financeira.
O que acontece agora
A Raízen informou que manterá acionistas e mercado atualizados sobre os próximos desdobramentos do processo. A empresa ressalva que as projeções divulgadas aos credores refletem expectativas atuais da gestão e não garantem resultados futuros.































