O jornalista Paulo Figueiredo, aliado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), disse na sexta-feira (30 de outubro) que os erros nas primeiras versões da carta enviada pelo senador dos Estados Unidos vieram do ChatGPT, usado por Eduardo Bolsonaro (PL) para montar o documento.
Segundo Figueiredo, a primeira versão da carta, das 16h43, trazia um brasão escrito "Brazil", com z, grafia não usada desde 1931. A segunda, das 16h56, corrigiu o símbolo, mas as duas traziam o trecho em que Flávio se declarava "presidente eleito".
Só a terceira versão, divulgada às 17h41, substituiu o termo por "líder do Brasil". Nas três versões, o documento questiona o resultado da eleição sem apresentar provas de fraude.
É bobagem esse negócio de que Flávio Bolsonaro será candidato em 2030. Se Deus quiser, teremos novas eleições muito antes disso! E o povo vai votar BOLSONARO de novo. Só precisamos nos assegurar que sejam eleições limpas.
A declaração foi publicada por Figueiredo no X na sexta-feira (30 de outubro), um dia depois de explicar os erros da carta. Nela, Flávio citou apoio de aliados no Brasil, mas o senador Marinho foi o único nome mencionado nas três versões do documento.
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Por que o ChatGPT errou
Segundo Figueiredo, Eduardo Bolsonaro pediu à ferramenta que inserisse o brasão oficial, mas a inteligência artificial recuperou um símbolo antigo e um trecho de uma versão anterior do texto. Ele disse ter recebido autorização para distribuir o documento à imprensa.
Figueiredo disse não saber por que o ChatGPT escolheu um brasão antigo, mas afirmou ter achado o resultado "muito engraçado", opinião que disse ser compartilhada por Eduardo Bolsonaro.
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Flávio fugiu do Brasil na terça-feira (27 de outubro), alegando temer decisões do ministro Alexandre de Moraes, do STF. A Polícia Federal pediu a apreensão do passaporte dele sete minutos depois de o TSE declarar o resultado, no domingo (25 de outubro).
Lula venceu a eleição com 64.256.232 votos (51,79%) contra 59.826.041 votos (48,21%) de Flávio, segundo o resultado declarado pelo TSE.
O que acontece agora
A carta com a alegação de fraude eleitoral, mesmo corrigida, já motivou pedido de punição. O senador pode ficar inelegível por 8 anos caso o TSE entenda que o texto tem conteúdo golpista, em decisão ainda sem data marcada.































