Eduardo Bolsonaro abriu uma empresa no Bahrein em setembro de 2024 usando o passaporte italiano, mostra investigação da Agência Pública. A empresa, The Next Level WLL, tinha capital inicial de cerca de R$ 130 mil e atuava em consultoria de gestão.
A empresa deixou de operar em setembro de 2025, após o registro não ser renovado no Bahrein. Eduardo e o irmão Carlos têm passaporte italiano por ascendência da família em Anguillara Veneta, no norte da Itália.
A abertura da empresa coincide com o período em que Eduardo e o irmão Flávio buscavam recursos para o filme "Dark Horse", biografia de Jair Bolsonaro. A produção recebeu US$ 13 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro a partir de dezembro de 2024.
Segundo a Agência Pública, Eduardo fez ao menos 9 viagens ao Bahrein desde 2019, 4 delas durante a Presidência do pai, Jair Bolsonaro. Uma viagem em maio deste ano incluiu o deputado Mário Frias Filho.
Eduardo Bolsonaro não respondeu aos questionamentos da Agência Pública sobre o propósito da empresa, segundo a reportagem.
O que mudou desde então
Em 8 de outubro, o ministro Alexandre de Moraes mandou prender Eduardo Bolsonaro e cancelou os passaportes brasileiros dele. Desde então, ele usa o passaporte italiano, o mesmo documento usado para abrir a empresa no Bahrein, para viajar livremente.
Com o mandado de prisão em vigor, Eduardo tem usado o documento europeu para circular pelos Estados Unidos e outros países.
Publicidade
Ele já discursou ao lado do presidente argentino Javier Milei nos EUA mesmo com o mandado pendente.
No Brasil, a Polícia Federal avalia pedir a extradição dele à Itália após a ordem do STF.
O que acontece agora
O caso segue sob análise da Polícia Federal e do STF, que ainda não informaram se vão formalizar o pedido de extradição.































