Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), que disputam o 2º turno no domingo (25), defendem caminhos opostos para a economia. O petista prioriza direitos trabalhistas e distribuição de renda; o senador aposta em flexibilizar o trabalho, reduzir impostos e cortar gastos públicos.

Como cada um trata a escala 6x1

Lula defendeu o fim da escala 6x1, com jornada reduzida de 44 para 40 horas semanais, sem corte salarial e dois dias de descanso. A PEC que extingue a escala foi aprovada pelo Senado em outubro e entra em vigor em 15 de dezembro.

Flávio votou a favor da mudança, mas inicialmente foi contra e defendeu mais flexibilidade nas relações de trabalho. Ele é signatário de uma proposta que permite contratação por hora trabalhada, com remuneração proporcional, como alternativa à CLT.

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, já admitiu apresentar essa proposta em vez do fim da escala 6x1, se Flávio vencer.

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O que cada um propõe para impostos e salário mínimo

Na reforma tributária, Lula defende consolidar a mudança aprovada em seu mandato e aprofundar a tributação progressiva, mantendo a isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil por mês.

Flávio propõe revisar a reforma para reduzir a carga sobre produção e consumo. Em evento da CNI, chegou a citar uma alíquota de 20% para o novo imposto, mas o número não está no programa oficial registrado no TSE.

No salário mínimo, Lula promete manter o reajuste pela inflação somado ao crescimento do PIB de dois anos antes, com teto de 2,5% de ganho real ao ano. O governo já propôs R$ 1.741 para 2027 com essa fórmula.

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O site de Flávio defende reajuste pela inflação, sem ganho real garantido.

Um dos planos fixa a regra do reajuste em lei; o outro decide a cada ano, caso a caso.

O que acontece agora

O 2º turno acontece neste domingo (25). Os planos de governo completos de Lula e Flávio estão registrados no TSE, com o detalhamento de cada proposta.