O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta sexta-feira (23) que o governo deve manter os subsídios a combustíveis em 2027 se o petróleo continuar caro. O barril Brent chegou a US$ 117 nesta sexta, maior valor desde maio, puxado pelo conflito no Oriente Médio.
Durigan afirmou que a estratégia do governo é suavizar as variações de preço, não controlar os valores diretamente. Segundo ele, o governo usa parte do ganho de arrecadação com royalties e tributos do petróleo para conter o repasse ao consumidor.
Por que o petróleo está em alta?
O barril sobe com a escalada de ataques no Oriente Médio. Sete navios petroleiros foram atingidos no Estreito de Ormuz, e instalações da Arábia Saudita, incluindo o Aeroporto Internacional Rei Fahd, em Dammam, sofreram ataques em 21 de outubro, com dois mortos e oito feridos.
Os houthis, grupo apoiado pelo Irã, reivindicaram a autoria dos ataques. Em 16 de outubro, uma coalizão liderada pela Arábia Saudita já havia interceptado um míssil na região.
O subsídio ao diesel já havia quase batido o teto na semana passada, quando o petróleo operava a US$ 111. Com o barril agora em US$ 117, a pressão sobre o programa aumenta.
O subsídio aos combustíveis já custou R$ 40 bilhões aos cofres públicos neste ano, segundo balanço divulgado em outubro. Mesmo assim, o programa não evitou altas recentes no preço da bomba.
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O petróleo já havia recuado a US$ 102 em setembro, trazendo alívio breve ao preço dos combustíveis no Brasil. O novo patamar de US$ 117 apaga esse respiro.
O que acontece agora
O governo deve reavaliar o subsídio ao longo de 2027, caso a cotação internacional do petróleo continue pressionada pelo conflito no Oriente Médio, segundo Durigan.
O ministério não detalhou valores ou prazos para eventual revisão do programa. A decisão depende da evolução do conflito no Oriente Médio e da cotação do barril nas próximas semanas.































