Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (23) mostra que 27% dos eleitores brasileiros confiam na China como parceira comercial do Brasil, contra 22% que confiam nos Estados Unidos. Os dois percentuais de confiança subiram desde julho de 2025, mostra o levantamento.
A desconfiança na China caiu de 29% para 24% no período, enquanto a confiança "muito" na China subiu de 23% para 27%. Em relação aos EUA, a desconfiança recuou de 46% para 38%, e a confiança "muito" passou de 19% para 22%.
| Avaliação | China | EUA |
|---|---|---|
| Confia muito | 27% | 22% |
| Confia pouco | 44% | 36% |
| Não confia | 24% | 38% |
| Não sabe | 6% | 4% |
A tabela mostra os dois países com avaliação parecida no topo da confiança. No extremo oposto, o brasileiro desconfia bem mais dos EUA do que da China. A diferença entre as duas taxas de desconfiança chega a 14 pontos percentuais.
O recorte por candidato
A confiança no parceiro comercial varia conforme a intenção de voto para presidente. Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro (PL), 31% não confiam na China; entre os de Lula (PT), o índice cai para 16%.
Em relação aos Estados Unidos, o padrão se inverte: 61% dos eleitores de Lula não confiam no país, contra 14% dos eleitores de Flávio.
O recorte aparece em meio ao tarifaço imposto por Trump a produtos brasileiros, tema central da campanha.
No mesmo período, o comércio entre Brasil e China bateu recorde de US$ 143 bilhões em 2026.
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A mesma rodada do Datafolha também mostrou Lula e Flávio Bolsonaro tecnicamente empatados na reta final da eleição presidencial.
Na mesma divulgação, o Datafolha apurou ainda a expectativa dos eleitores sobre a economia do próximo governo.
O Datafolha ouviu 2.154 pessoas a partir de 16 anos, entre 20 e 22 de outubro, a pedido de Globo e Folha. A margem de erro é de dois pontos, com 95% de confiança e registro BR-09709/2026 no TSE.































