O Grupo Casas Bahia anunciou a executiva Camille Faria para liderar as negociações com credores da recuperação judicial da empresa, dois dias depois de a Justiça de São Paulo aprovar o pedido. Ela substitui Mateus Tessler na frente do processo.
Camille Faria é sócia da consultoria Althia Partners, fundada por ela em setembro, após deixar a Americanas. Formada em engenharia química pela PUC-Rio, já foi diretora financeira (CFO) da Oi e da própria Americanas, em processos de reestruturação.
Antes disso, ela também foi diretora de relação com investidores e consultora na própria Casas Bahia, além de ter passado por bancos como Morgan Stanley e Bradesco BBI. Tessler segue contribuindo pontualmente com o processo, e a consultoria Alvarez & Marsal permanece.
Em nota, a companhia informou: "a transição não altera sua estratégia de reestruturação financeira e conta com o apoio e alinhamento do Conselho de Administração e da Mapa Capital, sua acionista controladora".
A Justiça de São Paulo aprovou o pedido de recuperação judicial do grupo na última quarta-feira (21). A juíza Taina Maria Leonardo De Oliveira reconheceu o cumprimento dos requisitos legais, mas apontou pendências documentais a completar em 30 dias.
A dívida declarada é de R$ 17,3 bilhões, envolvendo dez empresas da holding, entre elas Casas Bahia, Ponto Frio e a fabricante de móveis Bartira. Na prática, Camille já tocou reestruturação parecida na Oi e na Americanas antes da Casas Bahia.
O pedido de recuperação judicial foi a segunda vez que o grupo recorreu a esse mecanismo em dois anos, em agosto.
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Em setembro, a companhia já havia captado R$ 368 milhões em meio ao processo.
A mudança também lembra outro caso recente: a Americanas, ex-empregadora de Camille, saiu da recuperação judicial há poucos dias.
O que acontece agora
A companhia tem até 30 dias para completar a documentação exigida pela Justiça de São Paulo.































