Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (23), a dois dias do 2º turno, mostra que 69% dos eleitores citam o combate à violência entre as três principais prioridades do próximo presidente. Na resposta de prioridade única, o tema também lidera, com 25%.
Os entrevistados também responderam qual tema deveria ser a prioridade número um do novo governo. Veja como ficou a lista completa:
Violência e impostos lideram tecnicamente empatados, dentro da margem de erro de dois pontos da pesquisa. A segurança foi a prioridade mais citada pelos eleitores nas duas perguntas da pesquisa, à frente de emprego e impostos.
Quando podiam escolher até três prioridades, 69% dos eleitores citaram o combate à violência em algum dos três lugares. Pelo mesmo critério, 60% citaram geração de emprego e 56% citaram redução de impostos.
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O Datafolha ouviu os eleitores a pedido da Globo e da Folha de S.Paulo, com registro BR-09709/2026 no TSE, como exige a legislação eleitoral para pesquisas de opinião.
O que Lula e Flávio propõem
As propostas dos dois candidatos para a segurança pública são opostas. Flávio aposta em penas mais duras; Lula passou a defender a redução da maioridade penal para crimes hediondos, mudando posição histórica do PT.
Desde o primeiro dia de campanha, Flávio defende a castração química de estupradores e o fim da obrigatoriedade de marcação de munições e da progressão de pena.
Em comício no Recife, em setembro, Flávio empunhou um facão falso e disse: "Atenção, você aí, estuprador, abusador de mulher e de criança, vai ter castração química para você, para aprender a nunca mais tocar em uma mulher sem que ela queira".
Especialistas ouvidos pela Folha consideram essas medidas pouco eficazes, ou até contraproducentes, para reduzir a criminalidade.
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Meu pensamento, enquanto cidadão brasileiro, é que, para todo e qualquer crime hediondo, eu sou a favor de reduzir a maioridade.
Lula disse a frase acima em sabatina à jornalista Renata Lo Prete, em 15 de outubro, ao defender a redução da maioridade penal que contraria o histórico do PT. Em 2007, no primeiro mandato, ele dizia o oposto.
"Eu fico imaginando que se a gente aceitar a diminuição da maioridade penal para 16 anos, amanhã estarão pedindo para 15 anos, depois para 10 anos e depois para 9 anos", disse Lula à época.
O que acontece agora
O debate sobre maioridade penal segue também no Congresso: uma PEC que reduz a idade penal para 16 anos está parada no Senado, sem data para votação. O 2º turno da eleição presidencial é neste domingo (25).































