Uma delegação de 11 deputados argentinos do partido La Libertad Avanza, de Javier Milei, chegou ao Brasil nesta sexta-feira (23) para apoiar Flávio Bolsonaro (PL) no 2º turno. O grupo, liderado por Gino Visconti, fica no Rio de Janeiro até segunda-feira (26).

O que a delegação vai fazer no Brasil

A agenda inclui jantar com senadores bolsonaristas nesta sexta, café da manhã com deputados federais do PL no sábado e uma caravana de campanha no Rio em apoio a Flávio. Os parlamentares também devem se reunir com lideranças do partido.

No mesmo dia, o deputado Paulo Pimenta foi à Argentina criticar o modelo econômico de Milei, citado pela campanha de Flávio como referência para o plano de governo do candidato do PL.

"Trabalhamos no Congresso para defender as ideias do presidente Javier Milei e temos semelhanças ideológicas com a direita do Brasil", disse Visconti, que preside o Grupo de Amizade Parlamentar entre os dois países.

A fala resume a aproximação entre a direita argentina e a campanha de Flávio a dias da votação final.

Entre as lideranças do PL que devem receber a comitiva estão os deputados Sóstenes Cavalcante e Guilherme Derrite, além do ex-ministro Eduardo Pazuello. Há também a expectativa de um encontro com o próprio Flávio antes da votação de domingo (25).

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Como ficou a relação entre Brasil e Argentina

A visita ocorre em meio ao agravamento da crise diplomática entre Brasil e Argentina. O embaixador brasileiro Júlio Bitelli não retornou a Buenos Aires, e o argentino Daniel Raimondi deixou o Brasil em agosto.

As relações hoje são mantidas apenas em nível de encarregado de negócios.

A tensão se soma a episódios recentes, como o momento em que Milei chamou Lula de ditador comunista e apostou publicamente na vitória de Flávio.

Também houve a deportação de um jornalista brasileiro crítico a Milei, expulso da Argentina na semana passada.

O que acontece agora

O 2º turno da eleição presidencial acontece neste domingo (25), quando Lula e Flávio disputam o voto final. O TSE afirma não ter identificado nenhum alerta de interferência estrangeira no pleito, segundo o presidente do tribunal, Kássio Nunes Marques.