Sete partidos de esquerda (PT, PCdoB, PV, PSB, PSOL, Rede e PDT) divulgaram nota conjunta nesta quarta-feira (28) criticando a carta do senador Flávio Bolsonaro (PL). No texto, ele questiona a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A nota conjunta acusa o senador de buscar apoio estrangeiro para contestar o resultado.

"O Brasil não aceita interferência estrangeira em seus assuntos internos", diz o texto assinado pelas siglas.

O que mais diz a carta de Flávio?

No manifesto, divulgado dos Estados Unidos, Flávio alega fraude eleitoral sem apresentar provas. Inicialmente se declarou "verdadeiro presidente eleito do Brasil" e depois alterou a expressão para "líder do Brasil" numa versão posterior do documento.

O próprio coordenador de sua campanha, Rogério Marinho, já afirmou que não há provas da fraude alegada. Marinho disse acreditar que a mudança no texto da carta decorreu de um problema na elaboração do documento.

Como outros partidos reagiram?

O MDB declarou, em publicação no X, que reafirma a confiança no sistema eleitoral brasileiro e "na legitimidade do resultado do pleito do último domingo".

O União Brasil foi na mesma linha: em nota assinada pelo presidente nacional, Antonio Rueda, a sigla disse que a eleição de domingo (25) transcorreu com lisura. "A eleição terminou. O Brasil continua, e precisa de todos nós", declarou Rueda.

O PT publicou um vídeo do discurso de Lula após a vitória, com a legenda "Uma vitória construída pelo povo brasileiro. Democrática, popular e soberana. Uma vitória do Brasil!".

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O secretário nacional de Comunicação do partido, Éden Valadares, disse ao Poder360 que o TSE precisa se pronunciar "urgente e firmemente" sobre a carta.

O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, já havia afirmado que as eleições transcorreram dentro da normalidade, com respeito aos ditames legais e constitucionais, e que eventuais questionamentos seguirão o devido processo legal.

O que acontece agora

O PT já pediu ao TSE que puna Flávio por se autoproclamar presidente eleito. O tribunal ainda não decidiu sobre o pedido nem se manifestou especificamente sobre a nota conjunta dos sete partidos.