O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, afirmou nesta quarta-feira (28) que não há provas da fraude eleitoral que o próprio Flávio alegou em carta dos Estados Unidos. Ele chamou o senador de "a maior expressão da direita no Brasil".

Marinho falou a jornalistas em coletiva de imprensa no Senado Federal, horas depois de Flávio divulgar, já na Flórida, um texto em que se declarava "presidente eleito" e depois "líder do Brasil".

"O PL não pode fazer essa afirmação, nem eu posso fazer essa afirmação, porque não há provas nesse sentido."

Questionado sobre a carta, Marinho disse que "deve ter havido algum problema na confecção" do documento, que circulou em três versões. Ele tratou as acusações como um "desabafo" de quem decidiu deixar o país, e chamou o próprio senador de "exilado".

O que mais Marinho disse na coletiva

Na mesma entrevista, Marinho disse esperar que não haja intervenção dos Estados Unidos no processo interno do Brasil. Ele afirmou que Flávio deixou o país por risco político de prisão, embora reconheça que não existe ordem de prisão contra o senador.

Marinho foi o único aliado citado por Flávio no discurso em que anunciou que vai liderar a oposição a Lula de fora do país.

Relembre o caso

O 2º turno elegeu Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 64.256.232 votos (51,79%) contra 59.826.041 de Flávio (48,21%), em 25 de outubro. A diplomação de Lula e Alckmin ficou marcada para 12 de dezembro.

Flávio deixou o Brasil na terça-feira (27) com a mulher e as duas filhas, passou pela Argentina e chegou à Flórida. No mesmo dia da coletiva de Marinho, senadores governistas reafirmaram o resultado da eleição em sessão no Senado e criticaram a carta.