O ex-presidente Michel Temer (MDB) pediu nesta terça-feira (27), em publicação no X, que o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) "faça o possível para pacificar o país" no quarto mandato. Temer apoiou Flávio Bolsonaro (PL) no 2º turno.
Temer governou o Brasil entre 2016 e 2018, depois do impeachment de Dilma Rousseff (PT), da qual foi vice. Ele defendeu que o novo governo promova uma reunião dos Poderes do Estado com entidades da sociedade civil e a oposição.

"O ideal seria que o senhor Presidente fizesse uma reunião dos poderes do Estado, chamando entidades da sociedade civil, incluída a oposição, com vistas a inaugurar uma grande conversação nacional", disse Temer.
Para o ex-presidente, esse caminho levaria à "tranquilização" do país, o que permitiria o crescimento da economia nacional. "A harmonia entre todos os setores do país é fundamental e determinação da Constituição Federal", afirmou Temer.
Apesar de ter sido vice na chapa de Dilma, Temer e Lula não são aliados políticos. Em julho deste ano, Lula voltou a atribuir a Temer a responsabilidade pelo impeachment, chamando o caso de "golpe".
Temer já havia reagido a outro episódio de atrito político neste mês, ao denunciar vídeos falsos feitos com inteligência artificial.
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Questionado pelo jornal O Globo sobre o apoio a Flávio, Temer respondeu: "Na sua concepção, se você fosse presidente chamado de golpista pelo outro lado e permanentemente o PT inteiro te chamando de golpista, qual seria sua posição?"
O pedido de pacificação chega dois dias depois de Lula completar 81 anos recém-reeleito para o quarto mandato. Até a publicação desta matéria, o Planalto não havia respondido ao pedido de Temer.































