A senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura, afirmou nesta segunda-feira (12) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), se eleito presidente, terá de equilibrar as negociações do agronegócio entre China e Estados Unidos, os dois maiores parceiros comerciais do agro brasileiro.
Ela falou ao programa "Estúdio i" a 13 dias do 2º turno, marcado para 25 de outubro. A China é a maior compradora de produtos agropecuários do Brasil, e os EUA são o maior mercado do mundo.
Eu nunca conversei com Flávio sobre como ele vai encaminhar. O que eu tenho certeza é que, quando a pessoa senta naquela cadeira, as responsabilidades mudam.
afirmou Tereza Cristina, que chegou a ser cotada para vice na chapa de Flávio antes do veto do PP. "O equilíbrio vai ser colocado à mesa", disse a senadora, lembrando a estratégia adotada quando Bolsonaro foi presidente.
O 1º turno terminou com Flávio à frente, com 47,03% dos votos válidos contra 45,16% de Lula. A distância foi maior justamente nas cidades mais expostas à tarifa americana.
Publicidade
O que é o tarifaço e por que ele pesa na eleição?
O tarifaço é a taxa de 50% que os EUA impuseram a produtos brasileiros em 2025, que Lula atribui à articulação dos filhos de Jair Bolsonaro. A medida chegou a derrubar as exportações do agro brasileiro aos EUA.
Lula chama Jair Bolsonaro e os filhos dele de "traidores" por causa da tarifa, e responsabiliza a família pelos efeitos da taxação sobre o agronegócio e a indústria brasileiros. Tereza Cristina, por sua vez, atribui a tensão à política comercial mais ampla de Trump.
Publicidade
"O presidente Donald Trump resolveu rever tarifas e discutir no seu governo com todos os países, não só com o Brasil", disse a senadora, minimizando o papel da articulação da família Bolsonaro no episódio.
O que acontece agora
Brasil e Estados Unidos criaram um grupo de trabalho para negociar o fim do tarifaço, mas a proposta americana só deve chegar em novembro. A eleição nos EUA, no mesmo mês, pode influenciar o rumo das negociações com o próximo governo brasileiro.
O próximo presidente herda uma disputa comercial sem prazo para acabar.





























