No primeiro debate presencial do 2º turno, neste domingo (18), o mediador perguntou a Lula (PT) e a Flávio Bolsonaro (PL) sobre o impacto da redução da maioridade penal na segurança pública do país. Nenhum dos dois respondeu diretamente à pergunta.
Sem responder de forma direta, Flávio disse que, a partir de janeiro, vai declarar guerra ao narcoterrorismo e prometeu recuperar as regiões dominadas por traficantes.
Eu vou recuperar cada metro, rua, bairro, cidade, território tomado do povo brasileiro [...] Vou para cima dos marginais com leis mais duras [...] No governo do Flávio Bolsonaro não vai ter ninguém passando a mão na cabeça de bandido. Vou construir mais de meio milhão de vagas nos presídios. Quem vai ter medo serão eles.
Disse Flávio. Lula também não respondeu diretamente e relembrou ações da própria gestão na área de segurança.
"Eu já fiz a lei antifacção, aumentei o tempo de cadeia, estamos combatendo o crime organizado da esquina ao andar de cima. Tem os pobres que roubam e os ricos que estão no andar de cima", afirmou o presidente.
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"E, se o Senado votar, vou criar o Ministério da Segurança Pública para que a gente liberte os territórios da bandidagem", completou Lula.
O que acontece agora
A promessa de Lula depende do Congresso. A Comissão de Constituição e Justiça do Senado vota os últimos pontos da PEC da Segurança Pública, que cria as bases legais para o ministério citado pelo presidente no debate.
Flávio, por sua vez, segue sem detalhar como pretende viabilizar as mais de meio milhão de vagas em presídios prometidas, nem o custo da medida.





























