A Ryanair, maior companhia aérea da Europa, prevê alta de até 20% nas tarifas aéreas no continente em 2027. O CEO Michael O'Leary atribui o aumento ao fim da proteção de combustível e à alta do petróleo com a guerra no Irã.
A companhia já travou 80% das necessidades de combustível a US$ 67 o barril até março de 2027. Depois disso, porém, apenas 25% do consumo está protegido, agora a cerca de US$ 95 o barril.
O restante fica exposto ao preço de mercado. O'Leary classificou o cenário como o possível maior aumento de tarifas da história da aviação europeia nos próximos 12 meses.
O aumento tem origem na guerra no Irã, que chega ao nono mês e fechou, na prática, o Estreito de Ormuz. Pela rota passava cerca de 20% do petróleo mundial antes do conflito.
O petróleo Brent estava perto de US$ 110 o barril na segunda-feira (2 de novembro), alta de 70% em um ano. Isso deixa as companhias aéreas mais expostas assim que a proteção contratada acaba.
O querosene de aviação é o segundo maior custo das companhias aéreas, atrás só da mão de obra.
A pressão já aparece nos balanços do setor. A Delta também cortou a previsão de lucro citando a disparada do combustível.
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O combustível já responde por 42% do custo das companhias aéreas.
O petróleo já rondava os US$ 100 em outubro, com a guerra sem data para acabar.
A menos que haja uma solução rápida para o conflito no Oriente Médio, esperamos que os preços do combustível de aviação continuem elevados até bem dentro de 2027.
A frase é de O'Leary, segundo a CNBC. Americanos fizeram quase 24 milhões de viagens à Europa em 2025, alta de 5% em relação ao ano anterior.
Sites de viagem brasileiros já tratam a previsão como relevante para turistas do país que usam voos de baixo custo para se deslocar entre destinos europeus.
O que muda no bolso de quem vai viajar à Europa
Quem planeja ir à Europa em 2027 pode pagar entre 10% e 20% a mais pela passagem, segundo a previsão da Ryanair. Sites de viagem recomendam reservar com antecedência e manter flexibilidade de datas e aeroportos.
O uso de pontos e milhas também deve ficar mais caro, porque os programas de fidelidade costumam acompanhar o preço de mercado da passagem em seus resgates dinâmicos.
O que acontece agora
A proteção de combustível que mantém a tarifa baixa expira em março de 2027. A partir daí, só um quarto do consumo de combustível da Ryanair está travado, a cerca de US$ 95 o barril.
O restante passa a seguir o preço do mercado, hoje perto de US$ 110 o barril.































