As principais bolsas da Europa fecharam em queda na terça-feira (3 de novembro), pressionadas por ações do setor de tecnologia em meio a dúvidas sobre o retorno dos investimentos em inteligência artificial (IA). No Brasil, o dólar subia e o Ibovespa recuava no mesmo pregão.
Em Londres, o FTSE 100 fechou em baixa de 1,14%, a 10.638,43 pontos. O DAX, de Frankfurt, caiu 0,31%, a 25.900,91 pontos, e o CAC 40, de Paris, perdeu 0,34%, a 8.020,31 pontos.
O índice pan-europeu Stoxx 600 teve queda de 0,47%, segundo o Valor Econômico. O subíndice de tecnologia do mesmo índice recuou 0,92%, puxado por resultados da Apple abaixo do esperado.
Balanços corporativos deram apoio a alguns papéis. A farmacêutica alemã Bayer subiu 5,3% em Frankfurt, segundo a CNN Brasil, após elevar a projeção de lucro para 2026, e a Lufthansa avançou 4,4%, com lucro trimestral maior e receita recorde.
Já a TeamViewer despencou 27,8% em Frankfurt, também segundo a CNN Brasil.
Em Nova York, o pregão operava em direções opostas por volta do meio-dia. O Dow Jones caía 0,52%, pressionado pela queda de 2,40% da Apple, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq subiam, refletindo um alívio pontual no setor de chips.
O petróleo oscilou ao longo do dia entre notícias de ataques dos Estados Unidos a alvos no Irã e a declaração do presidente Donald Trump de que o país vai cortar US$ 4 bilhões em ajuda militar a Israel até o fim do ano.
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Como o nervosismo chegou ao mercado brasileiro
O movimento de cautela também apareceu no Brasil na terça-feira (3 de novembro). Por volta das 11h55, horário de Brasília, o dólar subia 0,98%, cotado a R$ 5,497, e o Ibovespa operava com queda de 1,75%, aos 165.191,45 pontos, segundo o Poder360.
O recuo chega uma semana depois de o Ibovespa ter acumulado uma das maiores quedas semanais desde o Plano Real, de 18,12%, atribuída pelo Poder360 à reação de parte dos investidores à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Além do clima externo, o mercado brasileiro reagia a um fator interno: a expectativa pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a Selic, marcada para a quarta-feira (4 de novembro).
É essa combinação de fatores externos e internos que deixa o investidor mais avesso a risco justamente às vésperas de uma decisão que define o custo do crédito no país.
O resultado das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos também pesava no humor do mercado, como já mostrou a expectativa de efeito das midterms sobre o dólar e os juros no Brasil.
O que acontece agora
O Copom anuncia a decisão sobre os juros na quarta-feira (4 de novembro), no fim da reunião que já estava em curso na terça-feira (3 de novembro).
Nos Estados Unidos, o resultado das eleições de meio de mandato e os dados do mercado de trabalho, do relatório Jolts, também devem ser conhecidos nos próximos dias. Ambos tendem a influenciar o apetite por risco nas bolsas globais.
As cotações de fechamento das bolsas europeias e americanas divulgadas na terça-feira (3 de novembro) ainda eram preliminares no momento da apuração.































