O Ibovespa fechou em queda de 2,68% nesta quarta-feira (28), a 171.006 pontos, na terceira baixa seguida desde o segundo turno da eleição. O mini-índice futuro caiu 2,84%, e o estrangeiro tirou R$ 2,8 bilhões da Bolsa no dia, pressionado por juros futuros mais altos.

A ausência de sinalização fiscal mais concreta também pesou, segundo o InfoMoney. No exterior, o cenário foi misto: o Federal Reserve manteve os juros, Wall Street fechou em alta, e o petróleo voltou a subir.

O movimento contrasta com a euforia do início da semana. Entre os dois turnos, o Ibovespa chegou a subir 6,9%, na aposta de que o resultado traria mais previsibilidade ao mercado.

O Fed manteve os juros dos EUA entre 3,75% e 4,00% na véspera, decisão que também influencia o custo do crédito no Brasil.

Um dia antes, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, havia prometido um projeto de lei para garantir o centro da meta fiscal, e não o piso, após a reação do mercado à reeleição de Lula.

A banda de tolerância da meta, hoje de 0,25 ponto, segue mantida.

Na prática, a mudança amplia a margem do governo para contingenciar, ou bloquear temporariamente, verbas do Orçamento, hoje limitada ao piso da meta fiscal.

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A manutenção dos juros americanos também complica o próximo passo do Banco Central brasileiro. O mercado já discute se a pausa do Fed pode travar o próximo corte da Selic.

Qual o tamanho dessa fuga de capital?

A fuga de R$ 2,8 bilhões em um único pregão equivale a quase um quinto do que saiu da Bolsa em todo o mês de agosto, quando o estrangeiro retirou R$ 15,6 bilhões em meio à turbulência do pacote fiscal.

A sequência atual ainda é mais curta que a pior do ano. Em agosto, o Ibovespa caiu por nove pregões seguidos, a pior sequência em três anos.

No mercado internacional, o petróleo voltou a superar US$ 100 o barril, mesmo após cair nas primeiras horas desta quinta. O temor é de novas ações militares dos Estados Unidos contra o Irã após as eleições de meio de mandato americanas, em 3 de novembro.

O que acontece agora

Nesta quinta (29), o mercado acompanha o balanço do terceiro trimestre da Vale, sob pressão do minério mais barato. Também saem os dados do Caged de setembro, com expectativa de 150 mil vagas formais. O Banco Central Europeu decide juros no mesmo dia.