Um homem conhecido como "Yuri Alberto", apontado como uma das lideranças do PCC (Primeiro Comando da Capital) no Tocantins, foi preso na manhã desta quinta-feira (29 de outubro) em Cotia, na Grande São Paulo. A prisão integra a Operação Stuart.

Segundo a polícia, ele coordenava a liderança da facção na Unidade Penal Regional de Paraíso do Tocantins desde março de 2025, mantendo influência sobre as atividades criminosas dentro da custódia.

A prisão foi feita por equipes do 5º BAEP (Batalhão de Ações Especiais de Polícia) e do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais). Ele foi levado ao 6º Deic, na capital paulista, para os procedimentos de polícia judiciária.

As investigações apontam que o suspeito exercia a função de "Sintonia Final" no Tocantins, um dos postos de comando da organização. Internamente, também era identificado como "Irmão", termo usado para integrantes batizados pela facção.

Ele também é suspeito de gerenciar um ponto de venda de drogas no bairro Mirizola, na divisa entre Cotia e Itapevi.

O que é a Operação Stuart

A Operação Stuart é fruto de uma investigação iniciada em 2025 e cumpriu, nesta quinta-feira, 5 mandados de prisão preventiva e 12 de busca e apreensão no Tocantins e em São Paulo, mirando tráfico de drogas, cobrança ilegal de dívidas e ataques violentos.

Em Paraíso do Tocantins foram cumpridos 4 mandados de prisão e 9 de busca. Em Cotia, 1 mandado de prisão e 3 de busca.

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Participam da operação a 6ª DEIC do Tocantins, o Deic de São Paulo, a Dracco, o Gote, o Denarc, o DHPP, o DRR, a Polícia Penal do Tocantins e o Escritório Nacional Antifacção de São Paulo (ENA/SP).

A investigação é conduzida pelo delegado Antonio Onofre Oliveira da Silva Filho.

Comandar um presídio a distância mostra como o PCC opera sem fronteira de estado.

O caso se soma a outras operações recentes contra a facção. Em julho, uma megaoperação mirou 320 alvos do PCC em Minas Gerais e outros estados.

Em outubro, outra investigação revelou que o PCC usava o Chile como rota para traficar droga a mais de 20 países.

No mesmo mês, uma operação no Nordeste prendeu 21 suspeitos de tráfico e lavagem de dinheiro em três estados.

O Ministério Público de São Paulo também denunciou, em julho, quatro pessoas por monitorar um promotor e um coordenador de presídio a mando da facção, numa tentativa de intimidar quem investiga o PCC.

O que acontece agora

O suspeito preso em Cotia deve passar por audiência de custódia. A investigação segue em aberto sob condução do delegado Antonio Onofre Oliveira da Silva Filho, e pode resultar em novos mandados contra outros integrantes da estrutura.