A Polícia de Investigações do Chile e o Ministério Público de São Paulo desarticularam uma célula do PCC que usava o país para traficar droga a mais de 20 países sem passar pelo Brasil. A Operação Sintonía 1533 cumpriu 18 dos 24 mandados de prisão.
A operação foi deflagrada em 28 de setembro pela Fiscalia Regional Metropolitana Sul do Chile, com apoio do Gaeco do Ministério Público de São Paulo. Cinco das prisões ocorreram fora do Chile. Outros 13 suspeitos já estavam presos no país.
O líder da célula, Lucas Leonardo de Oliveira Santos, o "Negrinho", comandava o esquema de dentro do presídio Santiago Uno, no Chile.
Segundo a investigação, o grupo planejava movimentar 500 kg de metanfetamina por um porto marítimo chileno. Os portos do Pacífico oferecem rota mais curta para os mercados da Ásia e da Oceania que os corredores tradicionais que passam pelo Brasil.
Desde quando o PCC atua no Chile
A presença do PCC no Chile é identificada desde 2019, mas a investigação que resultou na operação começou em 2022. O Ministério Público de São Paulo já documentou pelo menos 32 integrantes "batizados" da facção no país.
Pela minha experiência, normalmente o PCC finca raízes em países ou estados em que ele tem algum interesse comercial. No caso do PCC, evidentemente, é o tráfico internacional de cocaína.
afirmou o promotor Lincoln Gakiya, do Gaeco/MPSP.
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É a segunda rota internacional do PCC revelada em menos de um mês. A primeira veio a público em 11 de outubro, quando a TV Sim Brasil mostrou como a facção manda cocaína disfarçada em cosméticos para laboratórios da Europa.
O PCC é hoje a maior organização criminosa do Brasil, com atuação que já passa pelo sistema financeiro. Em setembro, a Operação Carbono Oculto apontou R$ 52 bilhões movimentados pela facção em três fases.
Outro chefe do grupo, resgatado a tiros de uma penitenciária em 2022, foi preso na Bolívia no mês passado.
O que acontece agora
O caso segue em fase de instrução na Justiça chilena. O fiscal Héctor Barros evitou detalhar o mecanismo de recrutamento da facção antes de apresentar as provas ao tribunal.
No Brasil, o Gaeco do MPSP segue identificando os integrantes da célula.





























