A atriz americana Barbara Barrie, indicada ao Oscar, ao Emmy e ao Tony ao longo da carreira, morreu na quarta-feira (28 de outubro), aos 95 anos, em Nova York. Ela recorreu à morte assistida após receber diagnóstico de câncer terminal.

A morte foi confirmada pela filha da atriz ao jornal The New York Times, fonte original da informação sobre a morte assistida. Em 2014, ela revelou o diagnóstico de fibrose pulmonar idiopática.

A doença, progressiva, provoca cicatrizes nos pulmões e compromete a respiração. Barrie também havia sido diagnosticada com câncer retal no início da década de 1990.

A carreira entre a Broadway e Hollywood

Barbara Barrie estreou na Broadway em 1955, com a peça "The Wooden Dish", e construiu carreira de mais de seis décadas entre teatro, cinema e televisão, com indicações ao Oscar, ao Emmy e ao Tony.

Em 1970, integrou o elenco original de "Company", musical de Stephen Sondheim, e recebeu indicação ao Tony de melhor atriz coadjuvante em musical pelo papel de Sarah.

No cinema, estreou em "Assim Caminha a Humanidade" (1956) e venceu o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes por "Uma Batata, Duas Batatas" (1964).

Em 1979, interpretou a mãe do protagonista em "O Vencedor" (Breaking Away), filme com cinco indicações ao Oscar. A atuação de Barrie rendeu a ela uma indicação ao Oscar de melhor atriz coadjuvante.

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Na televisão, somou participações em séries como "Além da Imaginação", "Barney Miller" e "Suddenly Susan", além de indicações ao Emmy por "Law & Order", "Law & Order: SVU" e pela adaptação televisiva de "Breaking Away".

Barbara Barrie deixa dois filhos, Aaron Harnick e uma filha, além de três netas. O marido, Jay Harnick, morreu em 2007.

A morte de Barrie se soma a uma sequência de despedidas recentes do cinema americano.

Em outubro, o ator Tom Skerritt, de "Alien" e "Top Gun", morreu aos 93 anos, e o ator Michael Forest, o Apolo de "Jornada nas Estrelas", morreu aos 97.

Como funciona a morte assistida

No Brasil, a morte assistida, quando a própria pessoa administra a dose letal, e a eutanásia, quando é o médico quem aplica a substância, são proibidas por lei, com pena de prisão para quem participa do procedimento.

O tema já foi levantado em sondagem de opinião no país, ainda sem mudança na legislação.

Nas Américas, Colômbia e Canadá permitem a morte assistida. Nos Estados Unidos, cada estado define suas próprias regras, e o procedimento é permitido em Oregon, Washington, Washington D.C., Montana, Vermont, Califórnia, Colorado, Havaí, Nova Jersey, Maine e Novo México.

Na Europa, a Suíça é um dos países que permitem o procedimento. No Brasil, o mesmo procedimento seria crime, já que o país ainda não permite esse tipo de escolha em fim de vida.