A Força Aérea Brasileira (FAB) destruiu, nesta quinta-feira (22), um helicóptero que entrou no Brasil vindo da Venezuela sem plano de voo e sem matrícula. A aeronave foi interceptada a 100 km de Boa Vista (RR), e o piloto fugiu depois de pousar na mata.
Segundo a FAB, a aeronave, um Robinson R44 preto, voava em baixa altitude quando foi detectada em Roraima. Um A-29 Super Tucano, acionado pelo Comando de Operações Aeroespaciais, foi enviado para a averiguação.
O piloto não colaborou com a Defesa Aérea. Um H-60 Black Hawk chegou em seguida para checar a situação, e agentes da Força Nacional de Segurança Pública participaram da destruição da aeronave, encontrada abandonada.
A interceptação ocorreu dentro da Zona de Identificação de Defesa Aérea 41, área de controle especial que a FAB mantém sobre Roraima e o entorno da Terra Indígena Yanomami.
A faixa foi criada para coibir voos clandestinos e o garimpo ilegal que opera na região, rota também usada por aeronaves ligadas ao tráfico.
Quarto episódio do tipo neste ano
É o quarto episódio do tipo em 2026 em que um piloto foge após a interceptação de um voo clandestino vindo da fronteira. Os outros três ocorreram em 27 de janeiro, 19 de maio e 31 de julho.
No primeiro caso, em janeiro, a FAB interceptou um Cessna 210 que levava mais de 501 kg de cocaína e armas.
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Em julho, a Força já havia usado tiro de detenção contra um avião vindo da Bolívia que pousou e foi abandonado no Mato Grosso do Sul, mesma tática usada agora em Roraima.
A repetição mostra que a fronteira norte segue sendo testada por quem tenta escapar do radar da FAB.
Em nota, a FAB resumiu o trabalho da unidade na fronteira norte:
A FAB reitera que trabalha diuturnamente para garantir a segurança da navegação e a soberania do espaço aéreo brasileiro.
O que acontece agora
A Força Nacional de Segurança Pública mantém a aeronave apreendida para perícia, e a identidade do piloto que fugiu para a mata segue desconhecida. A FAB mantém a Zona de Identificação de Defesa Aérea 41 ativa sobre Roraima para possíveis novas interceptações.
A região também é alvo de outra frente de fiscalização: a Polícia Federal fez buscas em setembro na 2ª fase de uma operação contra o garimpo ilegal que abastece a mesma área sobrevoada por aeronaves clandestinas.































