Cinco partidos políticos ainda não haviam se manifestado publicamente sobre o resultado da eleição presidencial até a tarde desta quinta-feira (29 de outubro): Progressistas, Agir, Mobiliza, Solidariedade e o Partido da Renovação Democrática (PRD). Juntos, somam uma fatia pequena do Congresso recém-eleito.
Do outro lado, 19 legendas já reconheceram a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), incluindo o PL, partido do próprio Flávio Bolsonaro, derrotado no 2º turno.
O MDB classificou o resultado como "um momento em que a vontade popular se fez soberana". A União Brasil, por sua vez, declarou que "a democracia é, para o partido, um valor inegociável".
O PSDB foi além dos demais e criticou diretamente a conduta de Bolsonaro, que contesta o resultado a partir dos Estados Unidos. A legenda chamou a postura de "incompreensível".
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É o mesmo termo que o tucano Aécio Neves já havia usado para criticar a fuga do senador.
O partido que rejeitou o resultado
O Novo é o único partido a rejeitar abertamente o resultado da eleição. A legenda acusa o PT de uso indevido de recursos estatais durante a campanha, sem apresentar provas até a publicação desta reportagem.
A vitória de Lula teve margem de mais de 4,4 milhões de votos. A ampliação do horário de votação, determinada pelo STF, respondeu por apenas 33.866 votos, o equivalente a 0,026% do total apurado.
Esse número reforça o argumento dos partidos que já reconheceram o resultado: a diferença entre os dois candidatos é grande demais para qualquer disputa sobre detalhes do processo eleitoral.
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No cenário internacional, o padrão se repete: Javier Milei é o único líder da América do Sul que ainda não reconheceu Lula.
O que acontece agora
A diplomação de Lula e do vice Geraldo Alckmin está marcada pelo TSE para 12 de dezembro. Até lá, a expectativa é que a maioria dos partidos ainda silenciosos se manifeste.
O silêncio de legendas pequenas como Agir, Mobiliza e PRD tende a pesar menos no resultado final do que a posição de partidos com bancada relevante, todos já definidos a favor do reconhecimento da vitória petista.































