A Polícia Federal indiciou nesta quarta-feira (28) o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e outras 13 pessoas por crimes financeiros ligados à venda frustrada do Master ao banco público, apontando suspeita de gestão fraudulenta.

O relatório final do Inquérito 5.026 tem mais de 700 páginas e foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), que já mantém Vorcaro e outros dois indiciados presos.

Segundo a PF, o esquema envolveu cerca de R$ 12,2 bilhões pagos pelo BRB ao Master por carteiras de crédito supostamente inexistentes. Entenda a origem do caso, que já havia derrubado o balanço do banco público.

O relatório aponta que cerca de R$ 7 bilhões vinculados a operações da empresa Tirreno permaneceram contabilizados em contas internas do próprio Master, sem transferência compatível com a titularidade dos recursos. Documentos teriam sido produzidos ou complementados depois das datas que apresentavam formalmente.

A diretoria do BRB foi alertada, já em agosto de 2024, de que cerca de 90% da carteira comprada do Master apresentava falhas. Mesmo assim, segundo a PF, as operações entre os dois bancos continuaram.

"Sem prova técnica de fraude ou de prejuízo, o indiciamento não se sustenta", afirma a defesa de Vorcaro, para quem o ato foi "açodado e afoito".

A defesa também pede a revogação da prisão preventiva de Vorcaro, afirmando que ele prestou à PF "esclarecimentos decisivos" sobre as operações com o BRB.

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Vorcaro, Paulo Henrique Costa e o ex-sócio do Master Augusto Lima já estavam presos desde fases anteriores da Operação Compliance Zero, que apura os negócios do banco.

O que acontece agora

O indiciamento da Polícia Federal segue agora para o Ministério Público Federal, que vai decidir se apresenta denúncia criminal contra os 15 investigados. Não há prazo definido para essa decisão.