Uma operação interestadual da Polícia Civil do Piauí (PC-PI) prendeu 21 pessoas nesta terça-feira (13) em três estados. Os suspeitos integrariam uma organização criminosa ligada a tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro, com quase três anos de investigação.
A Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) cumpriu 25 mandados de prisão e 22 de busca e apreensão em Canto do Buriti, Caracol e São João do Piauí, no Piauí; em Petrolina, Pernambuco; e em Água Clara, Mato Grosso do Sul.
As equipes apreenderam cerca de 16 quilos de cocaína e crack, além de um revólver calibre .38 e munições. A ação teve quase três anos de investigação.
Como o grupo era organizado
Segundo a SSP-PI, a organização atuava de forma estruturada, com divisão de funções entre o tráfico de entorpecentes, o comércio ilegal de armas, o apoio logístico e a movimentação financeira.
A análise de dados bancários, autorizada pela Justiça, apontou mais de R$ 7 milhões em contas ligadas às lideranças e ao núcleo financeiro do grupo, movimentados ao longo de 28 meses. A Justiça também determinou o bloqueio patrimonial dos suspeitos.
O esquema de movimentar o dinheiro do tráfico por contas de terceiros e empresas de fachada é um padrão que facções vêm levando para fora dos grandes centros, em cidades menores de estados diferentes.
A rota interestadual encontrada pela PC-PI segue desenho parecido ao de outras operações recentes contra o crime organizado no país, caso da investigação sobre a conexão do PCC com o setor de combustíveis em cinco estados, em maio.
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Facções do porte do PCC já avançam no uso do sistema financeiro formal para lavar recursos, segundo levantamentos sobre crime organizado no país.
O que acontece agora
Os 21 presos devem passar por audiência de custódia nos próximos dias, quando a Justiça decide se mantém ou revoga as prisões. A SSP-PI não informou se outros suspeitos seguem foragidos nem detalhou a facção à qual o grupo estaria ligado.
A operação ocorre na mesma semana em que o Rio de Janeiro deflagrou uma investigação contra policiais suspeitos de vender informação ao Comando Vermelho, outro sinal da pressão das polícias estaduais sobre as finanças do crime organizado.





























