A cidade do Rio de Janeiro registrou 74 casos de Mpox em setembro e outubro de 2026, sete vezes mais que no mesmo período de 2025, segundo o Observatório Epidemiológico municipal. No ano, a capital fluminense já soma 167 casos confirmados.
Setembro concentrou o maior número de infecções: 45 casos, o maior total em três anos, segundo o Observatório. Em outubro, foram outras 29 infecções registradas.
O que é a Mpox e como ela se transmite?
A Mpox é uma doença viral do gênero Orthopoxvirus. Ela se transmite pelo contato direto com lesões na pele, fluidos corporais e secreções respiratórias em contato próximo e prolongado, e o contato sexual também pode favorecer a transmissão.
Os principais sintomas são febre, mal-estar, dores no corpo, aumento dos gânglios linfáticos e lesões cutâneas que evoluem até a formação de crostas. O período de incubação varia de 3 a 16 dias, segundo o Ministério da Saúde.
O aumento de casos no Rio acompanha um padrão recente de maior vigilância a doenças virais no país: o Brasil também reforçou a vigilância contra o sarampo depois de um recorde de casos nos Estados Unidos.
Quem deve se vacinar contra a Mpox?
A vacinação não é de rotina no Programa Nacional de Imunizações e prioriza grupos de maior risco: homens cisgêneros, travestis e mulheres trans com 18 anos ou mais que vivem com HIV, segundo o Ministério da Saúde.
Também têm prioridade profissionais de laboratório que trabalham com o vírus e pessoas que tiveram contato de alto ou médio risco com casos suspeitos, prováveis ou confirmados.
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O imunizante deve ser aplicado em até 4 dias do contato, ou até 14 dias se a pessoa ainda não tiver sintomas. A vacinação do Brasil vai na contramão da queda global registrada contra o sarampo, outra doença viral sob vigilância reforçada.
Essa lógica de priorizar grupos vulneráveis já aparece em outra frente da resposta ao HIV no país: a PrEP injetável teve mais adesão e reduziu casos de HIV, segundo estudo da Fiocruz.
O que fazer ao notar sintomas?
Quem apresentar lesões na pele associadas a febre ou ínguas deve procurar atendimento médico, segundo o Metrópoles. O mesmo vale para quem teve contato próximo com caso suspeito ou confirmado.
O diagnóstico precoce é o que permite isolar o paciente a tempo e reduzir a transmissão para outras pessoas.
Não existe tratamento específico contra a Mpox: o cuidado é o alívio dos sintomas. A maioria dos casos evolui para melhora entre duas e quatro semanas.































