Apenas 5% das crianças pequenas do Brasil têm as três doses da vacina contra a covid-19, segundo o Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde. Em 2026, mais de 1.100 crianças menores de 14 anos foram hospitalizadas com quadros graves da doença.
Do total de hospitalizadas, 25 crianças morreram, 15 delas com menos de 2 anos. Desde 2024, a vacina contra a covid-19 integra o calendário básico infantil, aplicada aos 6, 7 e 9 meses de idade, com possibilidade de aplicação até os 5 anos.
O Brasil não atinge a meta em 14 das 16 vacinas do calendário infantil, segundo balanço recente do Ministério da Saúde. 40% dos responsáveis dizem temer reações adversas ou injeções, segundo pesquisa citada pelo PNI.
Outros 22% consideram a vacina desnecessária, e 18% desconfiam do imunizante.
Qualquer vacina de covid que é perdida hoje, a culpa é do discurso antivacina.
A frase é de Eder Gatti, diretor do PNI, que atribui a baixa cobertura à desinformação e aos ataques contra os imunizantes espalhados durante a pandemia.
O país que chegou a vacinar em massa contra a covid agora enfrenta o efeito tardio da desconfiança que a própria pandemia deixou.
O problema não é exclusivo da covid. Um surto de sarampo que matou quase 900 pessoas em Bangladesh já reacendeu o alerta no Brasil, onde a doença, eliminada havia anos, voltou a registrar casos.
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A confiança na vacina contra o sarampo também caiu nos Estados Unidos, para 76% da população, sinal de que a desconfiança em imunizantes não é só brasileira.
Por que a vacina perde validade rápido
Os frascos da vacina contra covid-19 são armazenados congelados e precisam ser descongelados antes da aplicação. Depois desse processo, o prazo de validade cai para dez semanas.
O que acontece agora
O Ministério da Saúde mantém a vacina no calendário básico infantil e orienta que pais procurem postos de saúde para completar o esquema vacinal das crianças, independentemente da idade atual.































