O Supremo Tribunal Federal abre nesta terça-feira (15), às 10h, sessão extraordinária para decidir se investiga o ministro Alexandre de Moraes por causa de mensagens trocadas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. A Esplanada dos Ministérios amanheceu cercada por grades, viaturas e drones, com a Praça dos Três Poderes fechada ao público.
Para entrar no plenário, quem tem autorização precisa lacrar o celular numa sacola de segurança e manter o aparelho desligado durante toda a sessão. A justificativa oficial para a restrição é a capacidade limitada do espaço.
Jornalistas credenciados não passam por essa regra: ficam na marquise do prédio, fora do plenário. Quem romper o lacre dentro do plenário pode ser retirado do local.
O esquema começou a ser montado ainda na noite de segunda-feira (14), quando drones térmicos passaram a sobrevoar a área para monitorar movimentação suspeita.
Segundo o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Alexandre Rabelo Patury, o dispositivo reúne policiamento a pé, câmeras inteligentes ligadas ao programa DF360 e pontos de bloqueio nos acessos.
A Polícia Militar do Distrito Federal fechou a Praça dos Três Poderes e as vias adjacentes a partir da Avenida José Sarney, com restrição de estacionamento nos trechos S1 e S2.
As câmeras do esquema emitem alerta sonoro sempre que identificam alguém em área de acesso restrito. Enquanto a sessão não termina, a região que concentra os três Poderes segue isolada do público.
O planejamento reúne a Secretaria de Polícia Judicial do STF, a Secretaria de Segurança Pública do DF, o Comando Militar do Planalto, as Forças Armadas, o GSI e a Abin, de forma integrada.
A mobilização também tem lado político. O Partido Novo convocou um ato para as 9h na Alameda dos Estados, uma hora antes da sessão, sob o lema "Chega de intocáveis". Participam o governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema, e o ex-desembargador Sebastião Coelho.
A sessão desta terça julga se o STF abre investigação contra Moraes por 187 contatos com Vorcaro. Antes de o processo entrar em pauta, o próprio ministro classificou o relatório da Polícia Federal sobre o caso como "nulo e imprestável".
O julgamento ocorre em meio a uma crise institucional que já pesa sobre a imagem da Corte: pesquisa recente mostra desconfiança de 56% no STF em meio ao atrito entre Moraes e o ministro André Mendonça.
O que acontece agora
O plenário decide ainda nesta terça-feira se abre a investigação contra Moraes. Não há horário previsto para o fim da sessão nem para a divulgação do resultado da votação.























































































