O Supremo Tribunal Federal negou nesta quarta-feira (28) que a Polícia Federal tenha cumprido mandado de busca e apreensão contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ou seus endereços, horas depois de o g1 noticiar uma operação na mansão dele em Brasília.

"É falsa a informação veiculada sobre a existência ou o cumprimento de qualquer mandado de busca e apreensão direcionado ao senador Flávio Bolsonaro ou a seus endereços. Não há nenhuma decisão judicial nesse sentido, tampouco realização de diligência policial."

A nota, enviada ao Poder360 nesta quarta (28), contradiz a versão inicial, atribuída a investigadores, de que agentes recolheriam documentos e equipamentos eletrônicos na casa do senador. O g1, fonte da informação original, publicou correção no texto depois da resposta do tribunal.

A confusão mostra como informação ainda não confirmada pelo STF circulou antes da checagem oficial, num momento de forte repercussão sobre a saída de Flávio do país.

As duas investigações contra Flávio

O senador é alvo de duas apurações no STF. A primeira, do ministro André Mendonça, investiga o financiamento do filme "Dark Horse", sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A segunda, do ministro Alexandre de Moraes, apura suspeita de lavagem de dinheiro ligada a casas de apostas. Nela, o advogado Willer Tomaz, amigo do senador, já teve R$ 6 bilhões bloqueados pela Justiça.

A Polícia Federal também encontrou uma sala secreta em um hangar ligado a Tomaz, segundo apuração anterior.

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O que acontece agora

A Polícia Federal apura se a passagem de Flávio pela Argentina antes de seguir para os Estados Unidos descumpriu a ordem de Moraes que proibia a saída do país.

Partidos de oposição ao senador, como o PDT, classificam a saída como ilegal e cobram que o Senado analise o caso. Não há, até a publicação desta matéria, data prevista para uma decisão do STF sobre a viagem.