As vendas de flores e plantas ornamentais para o Dia de Finados, celebrado em 2 de novembro, devem crescer 5,2% em 2026 na comparação com o ano passado. A estimativa é do Ibraflor (Instituto Brasileiro de Floricultura), sediado em Holambra (SP).
Segundo o instituto, a data responde por cerca de 8% do comércio anual do setor de flores no Brasil.
Crisântemos, kalanchoes, antúrios, rosas em vaso, rosas-do-deserto, violetas e orquídeas phalaenopsis, a mesma espécie que lota a maior exposição do país, estão entre as mais procuradas para o período.
Tradicionalmente associadas às homenagens nos cemitérios, as flores vêm ganhando espaço em outros ambientes da casa, como jardins e varandas. Segundo o Ibraflor, essa é uma forma de preservar a memória de quem morreu em espaços que fizeram parte da vida da pessoa.
A flor deixa de ser apenas uma homenagem no túmulo e passa a integrar o cotidiano da família, ao lado de fotografias, objetos e lembranças que ajudam a manter viva a história de quem morreu
afirma Renato Opitz, diretor do Ibraflor.
A mudança de comportamento amplia o significado da homenagem e cria novas oportunidades para produtores e floriculturas, que deixam de depender de uma compra pontual na visita ao túmulo.
Em vez disso, famílias passam a adquirir vasos e plantas ornamentais para manter durante todo o ano, não só na data.
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O movimento é parte de um novembro mais forte para o comércio: os feriados do mês rendem ao turismo e também pesam no varejo, segundo levantamento recente.
O polo de Holambra (SP), sede do Ibraflor, também vive temporada forte. A feira Hortitec deste ano esperava movimentar R$ 750 milhões no setor agrícola da região.
O que acontece agora
O Dia de Finados cai numa segunda-feira (2) neste ano. Floriculturas e cemitérios costumam concentrar o movimento mais forte nos dias que antecedem a data, com reforço de estoque das espécies mais procuradas.































