União Brasil e o Progressistas (PP), que apoiaram Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial, anunciaram nesta terça-feira (27) apoio à reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP) à presidência do Senado. A eleição da mesa diretora ocorre em 1º de fevereiro de 2027.

Em nota assinada pelos presidentes nacionais das duas legendas, Antonio Rueda (União Brasil) e Ciro Nogueira (PP), os partidos defenderam a continuidade do senador à frente da Casa.

Entendemos que a continuidade de sua liderança contribui para a estabilidade institucional e o equilíbrio político

diz a nota assinada por Rueda e Nogueira, que também destaca a experiência de Alcolumbre à frente do Congresso Nacional em "momentos de grandes desafios políticos".

Alcolumbre afirma ter entre 38 e 48 votos favoráveis entre os 81 senadores. São necessários 41 votos para vencer a disputa. Como a votação da mesa diretora é secreta, o número declarado pelo senador não tem comprovação formal.

Quem mais disputa o comando do Senado

O cargo também é disputado por outros nomes de peso na próxima legislatura. Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, e Tereza Cristina (PP-MS) aparecem como possíveis concorrentes a Alcolumbre.

O próprio PL, partido de Flávio, está dividido sobre enfrentar Alcolumbre na disputa. A sigla já havia deixado de apoiar a reeleição do senador nas articulações que antecederam o segundo turno.

O apoio de PP e União Brasil mostra um tabuleiro diferente do da disputa presidencial. As mesmas siglas que levaram Flávio ao 2º turno agora reforçam o nome mais próximo do governo Lula na mesa do Senado, distante da linha dura da campanha.

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Alcolumbre já vinha articulando a própria reeleição desde outubro, antes mesmo da definição do novo presidente da República. Ele vem contando votos e buscando apoio de diferentes bancadas, segundo o levantamento que o próprio senador apresenta a aliados.

Marinho, por sua vez, segue como um dos nomes mais próximos de Flávio no Congresso. Ele atuou como coordenador da campanha derrotada e, nas últimas semanas, chegou a negar publicamente que o senador se opôs à volta do canal de campanha de Lula.

O que acontece agora

A eleição para a presidência do Senado está marcada para 1º de fevereiro de 2027, início da nova legislatura. Até lá, os 81 senadores eleitos e reeleitos devem definir publicamente seus apoios, embora o voto final seja secreto.