A Anvisa aprovou, na quarta-feira (4 de novembro), o registro do Wegovy em comprimido, versão oral da semaglutida fabricada pela Novo Nordisk, para tratar obesidade e sobrepeso associado a doenças como hipertensão e apneia do sono. É a primeira pílula desse tipo liberada no país.

A aprovação saiu pela Resolução-RE nº 4.249, publicada no Diário Oficial da União. O medicamento é indicado para adultos com IMC a partir de 30 kg/m², ou a partir de 27 kg/m² quando há comorbidades como hipertensão, apneia do sono ou doença cardiovascular.

Prateleiras de farmácia com caixas de medicamentos organizadas
Prateleiras de farmácia (imagem de contexto). Foto: ManzoorRph/Wikimedia Commons

No estudo clínico OASIS 4, pacientes que tomaram a dose de 25 mg perderam, em média, 13,6% do peso em 64 semanas. O grupo que recebeu placebo perdeu 2,2% no mesmo período.

A Novo Nordisk ainda não tem preço definido para o comprimido no Brasil. Antes de vender o remédio, a farmacêutica precisa obter da CMED, a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, o teto de preço permitido.

A expectativa da empresa é disponibilizar o comprimido nas farmácias brasileiras no próximo trimestre. Pesquisas também apontam outros efeitos do medicamento além da perda de peso.

O que muda em relação à caneta injetável

A versão injetável do Wegovy, já vendida no país, se aplica uma vez por semana. O comprimido é de uso diário, com doses escalonadas de 1,5 mg, 4 mg, 9 mg e 25 mg.

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Quanto custa hoje a versão injetável

No Brasil, a caneta injetável do Wegovy já custa entre R$ 1.749 e R$ 2.662 por mês na dose de manutenção, dependendo da farmácia. É a 6ª aprovação da Anvisa para canetas e agora comprimidos de GLP-1 desde outubro.

Nos Estados Unidos, onde o comprimido chegou às farmácias em janeiro, o preço mensal variou de US$ 149 a US$ 299. O valor não define o que será cobrado no Brasil.

Uma versão nacional da caneta de semaglutida já é vendida a partir de R$ 452, bem abaixo do produto importado.