O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará da cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), em Manila, nas Filipinas, entre os dias 15 e 18 de novembro. A confirmação foi dada na sexta-feira (6 de novembro) pelo país anfitrião.
O evento também recebe o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Lula vai a Manila como convidado do presidente do encontro, segundo Dominic Imperial, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores das Filipinas para assuntos da ASEAN. O premiê do Canadá, Mark Carney, também está confirmado.
Antes da cúpula, o petista cumpre agenda bilateral. Uma visita de Estado marcada para 13 de novembro deve incluir a assinatura de acordos entre os dois países.
"O presidente Lula participará da cúpula", afirmou Imperial a jornalistas, ao confirmar a presença do brasileiro como convidado do país anfitrião.
O encontro reúne ainda os parceiros de diálogo do Leste Asiático da ASEAN — China, Japão e Coreia do Sul —, embora Pequim não tenha indicado seu representante até esta sexta. O secretário-geral da ONU, António Guterres, também deve participar.
Lula e Trump podem se encontrar pessoalmente em Manila. Seria o primeiro contato direto entre os dois desde a vitória do petista no segundo turno contra Flávio Bolsonaro, no mês passado.
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Por que o Brasil corre atrás de espaço no Sudeste Asiático
O Brasil é, desde 2022, o primeiro parceiro setorial de diálogo da América Latina na ASEAN, categoria que abre portas para comércio, investimento, agricultura e desenvolvimento sustentável com o bloco. A viagem busca ampliar essa relação com a maior economia agrícola da região.
O comércio entre o país e os 11 membros da ASEAN somou US$ 38,4 bilhões em 2025, com superávit brasileiro de US$ 10,3 bilhões, segundo o Itamaraty.
O fluxo saiu de cerca de US$ 3 bilhões em 2003 e cresce a uma média de 15% ao ano desde 2020.
O governo brasileiro projeta que o comércio com o bloco pode superar as trocas com Estados Unidos e União Europeia nos próximos anos, à medida que a relação avança.
A ida a Manila integra uma sequência internacional carregada. Lula esteve na Turquia na primeira agenda externa após a reeleição, para a COP31, e ainda participa das cúpulas do Mercosul e do G20 antes de tomar posse para o quarto mandato.
O petista chega a Manila pouco depois da repercussão internacional da eleição brasileira. Trump chamou o resultado de "vergonha", e Flávio Bolsonaro deixou o país rumo aos Estados Unidos na semana passada, em exílio autoimposto.
O que acontece agora
Lula desembarca em Manila em 13 de novembro para a agenda bilateral, cumpre os compromissos da ASEAN em 14 e 15, e deve se encontrar com Trump à margem do evento. Seria o primeiro contato direto entre os dois desde a eleição brasileira.
A agenda internacional do presidente segue até dezembro, com as cúpulas do Mercosul e do G20 antes da posse do novo mandato.






























