O presidente Lula (PT) disse, na quinta-feira (5 de novembro), que a vitória nas eleições brasileiras foi uma "lição ao mundo". Em live com o deputado André Janones, ele citou a derrota de Netanyahu em Israel e dos republicanos de Trump nos EUA.
"Na mesma semana em que ganhei, Netanyahu perdeu em Israel. E me parece que meu amigo Trump está perdendo nos Estados Unidos. O povo brasileiro deu uma lição ao mundo. Acordou para dizer que o Brasil não aceita ser quintal de ninguém", disse Lula.
Netanyahu enfrentou revés nas eleições parlamentares de Israel em 27 de outubro. O bloco de direita que ele lidera ficou com 53 das 120 cadeiras do Parlamento, abaixo das 61 necessárias para formar maioria sozinho.
O Likud, partido do premiê, foi o mais votado, com 27 assentos. O presidente israelense Isaac Herzog iniciou consultas para indicar quem tenta formar uma coalizão. Netanyahu segue no cargo enquanto o processo não termina.
Nos Estados Unidos, os democratas conquistaram o controle da Câmara dos Representantes e do Senado nas eleições de meio de mandato da terça-feira (3 de novembro), retirando dos republicanos a maioria nas duas Casas do Congresso a partir de janeiro de 2027.
O resultado americano amplia o espaço de fiscalização sobre a Casa Branca, justamente quando parlamentares democratas cobram explicações sobre a fuga de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aos EUA. A vitória democrata deixa o futuro dele mais incerto no país.
Por que a vitória democrata pressiona Flávio Bolsonaro
A pressão cresce porque o Congresso dos EUA passa a ter maioria democrata a partir de janeiro de 2027, com mais poder de investigação. Parlamentares como Pramila Jayapal já cobram o Departamento de Estado sobre o caso.
Na mesma live, Lula foi mais direto ao falar do adversário. "Enquanto eu fazia isso, o meu adversário pegava a bandeira americana e ficava beijando. E foi correr agora, pé frio. Derrotou o Trump. Chegou aos Estados Unidos, o Trump perdeu", disse.
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Lula ligou o episódio à pior aprovação de Trump desde 2002.
O que acontece agora
Rubio e o Departamento de Estado têm até 13 de novembro para responder, por escrito, às 15 perguntas da carta assinada por Jayapal e outros 24 democratas. O novo Congresso, já sob controle democrata, também deve pressionar o tarifaço imposto por Trump.
No Brasil, Lula e Janones fizeram a live que tinham confirmado para a quinta-feira uma semana antes, adiada por falta de voz dos dois após o 2º turno.






























