O troféu do Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1, que será entregue ao vencedor no domingo (8 de novembro) no Autódromo de Interlagos, esconde um mapa do Brasil em seu design. A peça foi feita em titânio em Joinville, em Santa Catarina.
A fabricação usou a mesma tecnologia de impressão 3D em metal empregada em supercarros europeus, pela empresa catarinense Btomec, especializada em componentes para veículos superesportivos e exóticos.
O processo aplicou mais de 20 mil camadas de pó de titânio, em ambiente controlado com temperatura acima de 2.000°C. A técnica se chama Fusão Seletiva a Laser e levou cerca de 190 horas de impressão.
O conceito do troféu nasceu no estúdio paulistano Secret Weapon. Do design à peça pronta, o projeto levou cerca de 10 meses.
"Somos reconhecidos mundialmente pela nossa expertise em peças de titânio e inconel para carros superesportivos e exóticos europeus, e a F1 queria usar metal no troféu deste ano", disse Fabio Castellotti, designer responsável pela peça. O convite para produzi-la foi feito em 2025.
O desenho resgata o coletor de escapamento de um motor V10, pelo som que marcou uma geração da categoria. Para Castellotti, aquele ronco é quase a identidade musical da Fórmula 1, uma referência que atravessa gerações de fãs.
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Quais são os detalhes escondidos no troféu?
A peça reproduz a Curva do S, também chamada de Curva do Senna, de forma repetida — representando o trajeto que o vencedor percorre várias vezes durante a corrida. A bandeira quadriculada de chegada aparece a partir de um ângulo específico.
A silhueta do mapa do Brasil só se revela quando o troféu é girado. A base, no formato da zebra de pista, traz gravações nas cores da bandeira brasileira.
O troféu pesa 5,7 kg e tem 55 cm de altura.
O que acontece agora
A entrega acontece no domingo (8 de novembro), ao fim da corrida em Interlagos. No mesmo fim de semana, o brasileiro Rafael Câmara estreia na categoria depois de treinar pela primeira vez na F1.
Gabriel Bortoleto, outro brasileiro no grid, tenta a revanche em Interlagos após a batida de 2025. Antes da corrida, Rubens Barrichello pilota a Williams de 2011 em volta de exibição.






























