O CTVacinas, Centro de Tecnologia em Vacinas ligado à UFMG, completa 10 anos na sexta-feira (6 de novembro). A data é marcada por um evento de três dias, encerrado hoje, na própria UFMG e no Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-TEC).

O encontro reúne pesquisadores, representantes do poder público e da indústria farmacêutica para discutir vacinas, imunologia, diagnóstico, tecnologias de RNA, inteligência artificial e demandas do SUS. As inscrições já estão esgotadas.

O que o centro já entregou em 10 anos?

O CTVacinas foi criado para pegar descobertas de laboratório que já provaram o conceito e transformá-las em produto, até chegar a testes em gente. Dois projetos marcam essa trajetória.

A SpiN-TEC, vacina contra a Covid-19 desenvolvida 100% no Brasil, é a primeira totalmente nacional a chegar a testes em humanos. Concluiu com sucesso as fases 1 e 2, com 36 e 320 voluntários, respectivamente.

A Vivaxin, vacina contra a malária desenvolvida com a USP e o laboratório Cristália, recebeu aprovação regulatória em outubro para testes clínicos em humanos.

Ela é fruto do mesmo esforço que já tinha levado a UFMG a avançar numa vacina universal contra a malária.

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O coordenador do CTVacinas, Ricardo Gazzinelli, resume o problema que levou à criação do centro.

A rede avançou muito na pesquisa de vacinas, mas enfrentou uma grande barreira: transformar esse conhecimento em produtos e avançar para ensaios clínicos. O CTVacinas foi criado para receber ideias da universidade que já passaram da prova de conceito e desenvolver essas tecnologias, disse Ricardo Gazzinelli, coordenador do CTVacinas.

O que acontece agora

A SpiN-TEC segue em direção à fase 3 dos testes clínicos, etapa que costuma reunir milhares de voluntários antes do pedido de registro à Anvisa. A Vivaxin, por sua vez, inicia agora a fase de testes em humanos aprovada em outubro.

O movimento de pesquisa mineira caminha ao lado de outra frente nacional: a Fiocruz também recruta voluntários para testar uma vacina de RNA mensageiro contra a Covid-19, com tecnologia diferente da usada pelo CTVacinas.