A Anvisa definiu, nesta semana, a nova composição da vacina contra a gripe que vai circular no Brasil a partir de 1º de fevereiro de 2027, segundo a Instrução Normativa nº 475, publicada no Diário Oficial em 3 de novembro.
A norma revoga a Instrução Normativa nº 440, de 7 de maio deste ano, que valia havia menos de seis meses. É a mesma lógica que a Anvisa já aplica às vacinas contra a Covid-19, atualizadas conforme a circulação das variantes.
A nova fórmula tem três componentes. Dois são do tipo influenza A, dos subtipos H1N1 e H3N2, e um é do tipo influenza B, da linhagem Victoria.
| Componente | Vacina à base de ovo | Outras tecnologias |
|---|---|---|
| Influenza A (H1N1) | A/Missouri/11/2025 | A/Missouri/11/2025 |
| Influenza A (H3N2) | A/Darwin/1454/2025 | A/Darwin/1454/2025 |
| Influenza B (Victoria) | B/Tokyo/EISI13-175/2025 | B/Pennsylvania/14/2025 |
As cepas específicas variam de acordo com a tecnologia de fabricação. Elas mudam entre a vacina feita a partir de ovos de galinha e a vacina produzida por cultura celular ou proteínas recombinantes. A decisão segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS).
A troca de cepa pode soar como detalhe técnico. Mas é o que determina se a vacina protege contra a variante do vírus que está circulando naquele ano.
Quem tem direito à vacina gratuita da gripe pelo SUS?
A campanha de 2026 ofereceu a vacina de graça a grupos prioritários: idosos a partir de 60 anos, crianças de 6 meses a 6 anos, gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde, professores, povos indígenas e quilombolas, e pessoas com doenças crônicas, entre outros.
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O Ministério da Saúde ainda não divulgou a data da campanha de 2027, mas a meta histórica é vacinar ao menos 90% do público que está no calendário de rotina. Esse grupo, formado por crianças, gestantes e idosos, soma 47,4 milhões de pessoas.
O que acontece agora
A nova fórmula vale a partir de 1º de fevereiro de 2027, data em que vacinas com a composição antiga deixam de poder ser comercializadas ou aplicadas no país. Até lá, fabricantes têm que ajustar a produção às três cepas definidas pela Anvisa.
Foi também nesta semana que o Ministério da Saúde autorizou a compra de 20 mil doses da vacina contra a mpox para reforçar os estoques do SUS. As duas decisões saíram na mesma semana de novembro.






























