A Geely Brasil confirmou, nesta semana, a falta pontual do EX2 em determinadas versões e cores. A marca chinesa promete novos lotes entre novembro e dezembro deste ano, enquanto a produção local do modelo começa em dezembro, em São José dos Pinhais (PR).

O motivo, segundo a marca, é a alta demanda. O EX2 já vendeu mais de 30 mil unidades no Brasil desde o lançamento, incluindo 1.483 só em outubro.

Há ainda um segundo fator. A falta de navios Ro-Ro, usados para transportar veículos, vem do aumento das exportações de carros elétricos chineses. Esse boom elevou a procura por esse tipo de embarcação no mundo todo.

Ro-Ro é a sigla, em inglês, para "roll-on/roll-off". São navios projetados para carregar veículos que entram e saem rodando, sem precisar de guindaste.

É um efeito colateral do próprio sucesso da marca. O mesmo boom que fez a China virar a maior exportadora de veículos do mundo agora atrasa a entrega de carros no Brasil.

O EX2 disputa espaço num mercado concorrido. Só nesta semana, a Omoda lançou o SUV elétrico E5 por R$ 149.990, outra marca chinesa recente no Brasil.

A chegada de marcas chinesas se intensificou ao longo de 2026, com elétricos cada vez mais baratos no varejo brasileiro.

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O que muda para quem já reservou o EX2?

Quem já comprou ou reservou o EX2 deve ter o carro entregue dentro dos novos lotes previstos para novembro e dezembro. A Geely não detalhou quais versões e cores têm estoque disponível nem um prazo individual por pedido.

O que acontece agora

A produção do EX2 no Brasil começa em dezembro, no Complexo Industrial Ayrton Senna, em São José dos Pinhais (PR), reformado no início de 2026 para receber a marca chinesa. É lá que a Geely já fabrica o híbrido plug-in EX5 EM-i.

O modelo nacional terá motor elétrico traseiro de 115 cv, bateria de lítio-ferro-fosfato de 39,4 kWh e autonomia de 289 km. O investimento da Renault Geely no complexo soma R$ 5,8 bilhões até 2027.