A Justiça federal argentina determinou a preservação de imagens de câmeras de segurança que registraram a passagem do senador Flávio Bolsonaro pelo país, em 27 de outubro. A medida apura se o governo de Javier Milei deu ajuda irregular à saída dele do Brasil.
A ordem foi dada pela juíza federal María Eugenia Capuchetti, a pedido da promotora Paloma Ochoa. Ela abrange câmeras da Ponte Internacional Tancredo Neves, na fronteira com o Brasil, e do aeroporto de Puerto Iguazú.
A determinação foi enviada a quatro órgãos argentinos.
Migrações, Receita e Alfândega, Polícia de Segurança Aeroportuária e Gendarmaria Nacional precisam preservar os registros. A juíza também pediu os dados migratórios do senador e informações sobre pedidos de cooperação internacional ligados à situação judicial dele.
Por que a Argentina investiga Milei?
A investigação apura se o governo argentino ajudou Flávio a driblar a proibição do STF e deixar o Brasil. Flávio atravessou a fronteira com a esposa e duas filhas às 22h50 de 27 de outubro e partiu de avião particular rumo ao Equador pouco depois.
Ele estava sob ordem do STF que o proibia de deixar o Brasil.
Quem fez a denúncia que levou à investigação?
A denúncia que levou à abertura da investigação partiu de um setor da oposição argentina, segundo a imprensa local. Dias antes, deputados argentinos já haviam cobrado explicações de Milei pela passagem de Flávio pelo país.
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No Brasil, a Polícia Federal já apura como Flávio cruzou para a Argentina rumo aos Estados Unidos, em investigação paralela à argentina.
O que acontece agora
O Itamaraty convocou a diplomata argentina responsável pelos assuntos consulares, nesta sexta-feira (30), para prestar esclarecimentos sobre o episódio.
A preservação das imagens é o primeiro passo formal da Justiça argentina para apurar se houve participação do governo Milei na saída de um fugitivo da Justiça brasileira.































