A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no trimestre encerrado em setembro, o menor nível para o período desde o início da série histórica, em 2012, da Pnad Contínua. O IBGE divulgou o resultado na sexta-feira (30 de outubro).
A população ocupada chegou a 103,6 milhões de pessoas, o maior contingente da série histórica, com alta de 581 mil no trimestre e de 1,2 milhão no ano.
O nível de ocupação também bateu recorde, em 59% da população em idade de trabalhar.
O número de desocupados recuou para 5,6 milhões de pessoas, queda de 234 mil frente ao trimestre anterior e de 417 mil frente ao mesmo período de 2025, quando a taxa estava em 5,6%.
A folga alivia o cenário que intrigava analistas em agosto, quando o desemprego resistia aos juros altos mesmo com a renda sob pressão. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, de 5,4% entre abril e junho, a queda foi de 0,2 ponto percentual.
O número de empregados do setor privado com carteira assinada, sem contar domésticos, ficou em 39,4 milhões, estável no trimestre e no ano, segundo o IBGE.
O que isso muda no bolso de quem trabalha
Quem trabalha ganhou, em média, R$ 3.790 por mês, o equivalente a 2,3 salários mínimos, hoje em R$ 1.621. O valor subiu 3,6% em um ano, e a soma do que todo mundo recebeu no trimestre chegou a R$ 387,5 bilhões, recorde da série.
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O avanço, porém, não resolveu a informalidade. 37,5% dos ocupados, 38,8 milhões de pessoas, trabalham sem carteira assinada ou contrato formal, patamar estável nos últimos três meses.
A informalidade segue sendo o ponto cego da melhora no mercado de trabalho. A taxa composta de subutilização, que soma desocupados, subocupados e quem desistiu de procurar emprego, ficou em 13%, praticamente estável frente aos 12,9% do trimestre anterior.
Economistas apontam sinais de desaceleração nas últimas divulgações do IBGE. A Selic, em 13,75% ao ano, encarece o crédito para empresas contratarem e para famílias consumirem.
O que acontece agora
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nos dias 8 e 9 de dezembro, na última decisão sobre a Selic em 2026. O mercado vai observar se o emprego aquecido pesa a favor de manter os juros altos por mais tempo.
Antes disso, o corte da Selic já parecia mais distante depois da pausa do Federal Reserve americano.































