Lula chega ao quarto mandato, que começa em janeiro de 2027, com apenas 7 dos 27 governadores eleitos em 2026 como aliados declarados. Os outros 16 governadores apoiaram Flávio Bolsonaro na disputa presidencial, e quatro permaneceram neutros durante a campanha eleitoral.
Os aliados de Lula se concentram no Nordeste e no Amazonas. São os quatro governadores do PT (Ceará, Bahia, Rio Grande do Norte e Piauí), mais Sergipe (PSD), Paraíba (PP) e Amazonas (PSD).
No Sudeste, Lula não tem nenhum governador aliado.
No Sul e no Centro-Oeste, todos os governadores eleitos apoiaram Flávio, confirmando o que já se via no resultado por partido: o PL lidera com 6 dos 27 estados.
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No Norte, Lula perdeu aliados históricos como o Pará e o Amapá, mas ganhou o governador eleito no Amazonas.
Por que isso importa para o governo?
Políticas que dependem de cooperação entre o governo federal e os estados enfrentam mais obstáculos quando a maioria dos governadores é de oposição, segundo o cientista político Cláudio Couto, da FGV. Governadores também influenciam as bancadas estaduais no Congresso.
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Já o cientista político Carlos Ranulfo pondera que a dependência financeira dos estados em relação à União pode evitar oposição sustentada. Para ele, o alinhamento dos governadores é menos importante para a governabilidade do que se costuma supor.
O que acontece agora
Lula já articula governabilidade com o Centrão para tentar compensar a base reduzida nos estados, e negocia a composição do novo ministério com o Congresso antes da posse. O novo governo toma posse em 1º de janeiro de 2027.































