A senadora democrata Jeanne Shaheen, líder do partido no Comitê de Relações Exteriores do Senado dos Estados Unidos, classificou como flagrante e indevido o uso de instrumentos legais pelo governo de Donald Trump para facilitar a entrada do senador Flávio Bolsonaro no país.
Flávio recebeu uma autorização humanitária para entrar nos Estados Unidos, driblando a ordem do STF que o mantinha proibido de deixar o Brasil. Ele fugiu em 27 de outubro, passando pela Argentina antes de seguir para Miami.
Segundo Shaheen, o assessor da Casa Branca Jason Miller ajudou na logística da viagem.
Para a senadora, o episódio mostra uso indevido do aparato estatal dos Estados Unidos para proteger aliados políticos. Shaheen também destaca que observadores internacionais já confirmaram a legitimidade da reeleição de Lula.
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O que mais os democratas cobram do governo Trump?
Perder uma eleição não é motivo para asilo.
A frase é do deputado democrata Joaquin Castro, do Texas, que também exigiu explicações do governo Trump ao Congresso sobre seu papel em ajudar Bolsonaro a fugir do Brasil.
A cobrança de Castro se soma à carta que vinte e cinco deputados democratas enviaram ao secretário de Estado, Marco Rubio. Até esta sexta-feira (30), não havia resposta pública do governo Trump nem de Flávio Bolsonaro às acusações.
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O que acontece agora
No Brasil, o Itamaraty convocou a diplomata argentina responsável pelos assuntos consulares para prestar esclarecimentos, e a Justiça argentina apura se o governo de Javier Milei também ajudou na saída de Flávio do Brasil.
Os parlamentares americanos pedem resposta por escrito até 13 de novembro. O prazo marca o próximo capítulo do caso no Congresso dos Estados Unidos.































