O Concurso Nacional Unificado (CNU) pode ter uma terceira edição em 2027, com até 3 mil vagas, segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). A realização depende da aprovação do Orçamento de 2027 pelo Congresso Nacional.

O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) enviado pelo governo destina R$ 1,3 bilhão para novas contratações no Executivo federal e R$ 1,2 bilhão para concursos em instituições federais de ensino. Juntos, os dois valores preveem 53.530 vagas entre novos postos e contratações já aprovadas.

Esther Dweck, ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, fala durante entrevista

Segundo a ministra Esther Dweck, de 2.000 a 3.000 vagas novas "compensam a realização de um CPNU em 2027". O concurso acontece a cada dois anos: a última edição foi em 2025.

A Enap (Escola Nacional de Administração Pública) ficaria responsável por executar a prova, enquanto o MGI coordena e avalia a política.

Sem o aval do Congresso ao Orçamento de 2027, o novo concurso não sai do papel.

Se confirmada, a faixa de 2 mil a 3 mil vagas seria a menor das três edições do CNU. A primeira, em 2024, teve 8.573 vagas ao todo, somando o edital original e as autorizações posteriores. A segunda, em 2025, ofereceu 3.652 vagas.

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O último ciclo do CNU ainda está em andamento. Em outubro, o INSS nomeou 108 aprovados do CNU 1 para Analista do Seguro Social.

O governo também teve de lidar com problemas na edição anterior. Em outubro, anulou o edital de vagas remanescentes do CNU 2.

O que acontece agora

O cronograma do CNU 2027 depende do Congresso aprovar o Orçamento de 2027. Só depois disso o MGI deve definir o número final de vagas, os órgãos participantes e a data da prova, prevista para o segundo semestre de 2027.