Uma brasileira está entre os 110 feridos na colisão entre dois trens de alta velocidade na Espanha, na quarta-feira (28 de outubro), perto de Toledo. O Itamaraty confirmou a assistência consular na quinta-feira (29) e informou que ela não teve ferimentos graves.

O acidente aconteceu por volta das 8h53, quando o trem da operadora estatal Renfe atingiu a traseira de uma composição da operadora privada Iryo, que estava parada na linha entre Madri e Sevilha, na Andaluzia.

Mais de 540 pessoas estavam a bordo dos dois trens no momento da batida.

O balanço desta sexta-feira (30) soma 69 mortos e 110 feridos ao todo. Ainda há 39 pessoas internadas, 17 delas em estado grave, e 71 já tiveram alta desde quarta-feira.

Ouvimos um estrondo enorme, um baque realmente gigantesco que durou 10 segundos.

O relato é de um passageiro identificado apenas como Miguel, citado pela Agência Brasil entre os sobreviventes do acidente.

O que se sabe sobre a brasileira ferida?

A brasileira ferida recebe assistência consular pelo Consulado-Geral do Brasil em Madri desde a quinta-feira (29). O Itamaraty não divulgou nome, idade nem outros dados da passageira, nem em qual dos dois trens ela estava.

O que causou a colisão?

A investigação aponta falha humana. As telas do centro de controle mostravam os dois trens na mesma via, com o trem da Iryo parado e o da Renfe seguindo em movimento.

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O ministro dos Transportes da Espanha, Óscar Puente, questionou por que o trem da Renfe foi autorizado a retomar a circulação. Ele afirmou que o sistema de proteção automática da linha está instalado desde junho, mas as verificações regulatórias ainda não foram concluídas.

Em entrevista coletiva, o ministro classificou o episódio como algo verdadeiramente inverossímil e disse não cogitar renúncia, com apoio do premiê Pedro Sánchez.

O que acontece agora

A investigação segue sob condução do Ministério dos Transportes espanhol. Alberto Núñez Feijóo, da oposição, promete revisão independente do sistema ferroviário caso chegue ao governo, enquanto Ada Colau, do Frente Amplio, pede o afastamento de Puente.

A repetição de um acidente fatal na mesma linha em menos de um ano reacende o debate sobre a segurança da malha de alta velocidade espanhola: em janeiro de 2026, outra colisão, perto de Adamuz, em Córdoba, já havia matado 46 pessoas.

No Brasil, a assistência consular à brasileira ferida continua pelo Consulado-Geral em Madri, e o Itamaraty não indicou prazo para divulgar novas informações sobre o estado de saúde dela.