O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta terça-feira (20) as contas de 2025 do Banco Central, dando quitação plena a Gabriel Galípolo e mais oito diretores. Uma semana antes, a Corte havia suspendido o julgamento à espera de apuração sobre o Banco Master.
A suspensão havia sido decidida em 13 de outubro, a pedido do Ministério Público junto ao TCU (MPTCU), que queria aguardar o fim de uma apuração sobre a atuação do BC na liquidação do Master.
Em fevereiro, a própria unidade técnica do TCU já havia concluído que não houve irregularidade do BC no caso e recomendado aprovar as contas com quitação plena. A 2ª Câmara ignorou esse parecer em outubro, quando suspendeu o processo.
Na sessão desta terça, o MPTCU reconheceu que os elementos reunidos na prestação de contas não evidenciam irregularidades capazes de comprometer sua regularidade, segundo o acórdão. A posição convergiu com a da unidade técnica.
O relator das duas decisões foi o mesmo, o ministro Jorge Oliveira. Ele é cotado para a Presidência do TCU e, num eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL), para uma vaga no STF, como mostrou a reportagem da TV Sim Brasil na semana passada.
Um processo separado no TCU, sem data para votação, ainda questiona se o BC falhou na fiscalização do Master antes da liquidação e se demorou para avaliar a venda do banco ao Banco de Brasília (BRB).
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A defesa de Daniel Vorcaro, ex-dono do Master e hoje preso, chegou a acusar diretores do BC de receber propina para favorecer o banco antes da liquidação. O ministro Alexandre Padilha, da Casa Civil, chamou a acusação de farsa.
A aprovação de hoje encerra o processo sobre as contas anuais, mas não a dúvida de fundo: se o Banco Central agiu a tempo e sem falhas na fiscalização do banco que protagoniza o maior rombo da história do país.
O que acontece agora
O processo que questiona a fiscalização do BC sobre o Master segue sem data para julgamento, sob relatoria do ministro Jhonatan de Jesus, e depende de uma ação penal no STF contra ex-dirigentes do Master. Não há data prevista para a decisão.
O ponto em aberto
A rapidez da reviravolta chama atenção. A mesma Corte que viu risco de interferência no mérito das contas há uma semana decidiu, sete dias depois, que os elementos não mudam nada.
O processo que apura se o Banco Central falhou na fiscalização do Master segue sem data para terminar, e é dele que depende saber se a avaliação de hoje vai precisar ser revista.





























