O Itamaraty classificou nesta terça-feira (20) como "inaceitável" uma publicação do presidente argentino, Javier Milei, que insinuou risco de fraude no 2º turno da eleição presidencial brasileira, marcado para domingo (25). Milei chamou Lula de "esquerdista ladrão" em rede social.
"As ofensas de hoje do Presidente da República Argentina ao Brasil, desta vez dirigidas ao Poder Judiciário e ao sistema de voto eletrônico, constituem nova e inaceitável tentativa de ingerência externa no processo democrático brasileiro", destacou o Ministério das Relações Exteriores.
Mais cedo, Milei havia republicado uma publicação crítica a Lula no X, escrevendo: "Espero que o último truque sujo de campanha deles não inclua roubar a eleição... esquerdista ladrão".
Segundo o Itamaraty, Milei "reitera mentiras" e adota postura incompatível com a de um "chefe de Estado de um país amigo".
O sistema brasileiro de voto eletrônico nunca registrou irregularidades em três décadas de uso, segundo o Itamaraty. O fato já foi confirmado por observadores eleitorais em 30 anos de urnas no Brasil.
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A decisão sobre o Brasil cabe só aos brasileiros, diz a nota.
É mais um episódio de uma crise diplomática que já levou o Brasil a rebaixar a relação com a Argentina neste ano.
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Milei já declarou apoio público a Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência. Ele repetiu ataques a Lula em outras ocasiões, como ao chamá-lo de "ditador comunista" cinco dias atrás.
Em agosto, o Brasil já havia rebaixado a relação diplomática com a Argentina após ataques semelhantes de Milei a Lula.
O que acontece agora
O 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro acontece no domingo (25/10). Antes disso, os dois candidatos fazem o último debate antes da votação, nesta sexta-feira (23).





























