A Nigéria confirmou nesta terça-feira (20) seu primeiro caso de ebola, numa mulher que chegou a Abuja em voo vindo de Uganda. Ela começou a sentir sintomas em 7 de outubro e foi diagnosticada depois de procurar um hospital particular, segundo o Ministério da Saúde.
As autoridades já identificaram 44 contatos próximos da paciente, segundo o ministro da Saúde, Muhammad Ali Pate. Ela está isolada e recebe atendimento médico.
Duas semanas antes, em 6 de outubro, a Nigeria Centre for Disease Control and Prevention (NCDC) havia afirmado publicamente que não havia nenhum caso confirmado de ebola no país.
A paciente apresentou os primeiros sintomas em 7 de outubro e só procurou atendimento em 11 de outubro, numa unidade de saúde privada em Abuja. O diagnóstico saiu dias depois, após exames laboratoriais.
O governo orientou hospitais públicos e privados a ficarem em alerta máximo.
A confirmação na Nigéria mostra como um surto concentrado na África Central pode cruzar fronteiras por meio de viagens aéreas comuns, sem exigir contato direto com a área do foco original.
O caso nigeriano é um novo foco do surto que já é considerado o maior já registrado, iniciado em maio na República Democrática do Congo (RDC). A epidemia chegou à 8ª província do país e soma 4.381 mortes, segundo autoridades sanitárias congolesas.
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Em agosto, o número de casos dobrava a cada semana, no que já era considerado o surto mais mortal da história do país.
O surto também chegou ao Quênia, que confirmou nesta terça seu 9º caso. A vítima mais recente é um homem queniano que morava na RDC e teria infectado outras oito pessoas.
O que acontece agora
Equipes do Ministério da Saúde, da NCDC, da Secretaria de Saúde do Distrito Federal nigeriano, da OMS e do Africa CDC seguem rastreando os 44 contatos da paciente. A Nigéria mantém uma central telefônica gratuita, no número 6232, para notificação de casos suspeitos.


































