O deputado estadual reeleito Bruno Engler (PL) afirmou nesta terça-feira (20) que pode ser eleito presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) em 2027 sem apoio de partidos de esquerda, durante ato em Belo Horizonte em apoio ao presidenciável Flávio Bolsonaro (PL).

"Eu não precisarei do apoio da esquerda, se for o caso, para chegar na presidência da Assembleia. O campo do centro e da direita tem ampla maioria. A esquerda tem 19 parlamentares", disse Engler.

A conta de Engler fecha?

Sim. A nova ALMG, que toma posse em fevereiro de 2027, terá 77 deputados, com o PL como maior bancada, com 21 cadeiras, saltando das 12 atuais.

A federação de PT, PCdoB e PV soma 17 cadeiras, e o PSOL e a Rede somam mais duas, o que fecha exatamente as 19 cadeiras de esquerda citadas por Engler.

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O restante da Casa se divide entre PSD, União Progressista, Republicanos e outras oito siglas de centro ou direita, confirmando a maioria mencionada pelo deputado. É a menor renovação da ALMG em 24 anos, de apenas 31,2%.

Como ficou a disputa dentro do PL

Engler disse que teve o próprio nome fortalecido após reunião da bancada do PL nesta terça. Segundo ele, o deputado sargento Rodrigues abriu mão de concorrer à presidência "de maneira muito humilde, pensando na unidade do grupo".

Mesmo com o apoio do partido, Engler disse estar aberto a negociar a presidência com outras siglas. Ele citou o deputado Doorgal Andrada (PP), apoiado pelo Republicanos, como opção de diálogo, descrevendo-o como parlamentar de "viés de centro-direita".

A disputa pela mesa diretora da ALMG está ligada à própria articulação de Flávio Bolsonaro em Minas, estado onde o apoio da nova bancada ao 2º turno é visto como teste de força para o PL local.

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Engler já havia se consolidado como a principal liderança da nova Casa ao bater o recorde histórico de votos para deputado estadual em Minas, com 675.940 votos.

O que acontece agora

A eleição para a mesa diretora da ALMG só ocorre após a posse dos novos deputados, em fevereiro de 2027. Até lá, Engler negocia apoios dentro e fora do PL, incluindo o diálogo já aceno com o Doorgal Andrada caso a aliança interna não avance.

Nesta semana, Engler também participou da mobilização de Flávio Bolsonaro em BH antes do 2º turno, de olho no mesmo eleitorado que elegeu a nova bancada.