O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira (20) que a América do Sul vive uma guinada à direita e citou aliados vencedores que apoiou na região. Ele não mencionou o Brasil, que decide o 2º turno presidencial no domingo (25/10).
"Se você olhar para o que está acontecendo na América do Sul, as pessoas não acreditariam. Estava tudo pendendo muito para a esquerda. Agora está tudo à direita", disse Trump.
A declaração ocorreu depois de Trump ser questionado sobre uma possível aliança com a candidata francesa à presidência, Marine Le Pen, nas eleições de 2027. Ele disse não conhecer a política francesa a fundo, mas aproveitou a pergunta para falar da América do Sul.
Trump afirmou que todos os candidatos que apoiou na região venceram as eleições e citou o presidente eleito da Colômbia como exemplo do avanço conservador. Ele não mencionou o Brasil nesta fala, segundo os registros da entrevista.
Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 47,03% dos votos válidos no 1º turno, em 5 de outubro, contra 45,16% de Lula (PT). A margem apertada levou a disputa para o 2º turno, que acontece no domingo (25/10).
Embora não tenha citado o Brasil nesta terça, Trump já havia classificado o resultado de Flávio no 1º turno como uma "grande vitória", um dia depois da votação, apesar da diferença apertada para Lula.
Mesmo sem apoio formal e explícito, o aceno de Trump reforça a leitura de que Washington já enxerga o Brasil como parte de uma onda conservadora na região.
Marco Rubio comentou o avanço de aliados dos EUA na região, em entrevista à Breitbart News nesta segunda (19). O secretário de Estado atribuiu a mudança à reformulação da política externa americana e ao fim da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid).
Publicidade
Rubio não comentou diretamente o pleito brasileiro, embora tenha sido perguntado sobre ele.
Rubio, que já havia dito que acompanharia o 2º turno no Brasil, acusou organizações não governamentais latino-americanas de estarem alinhadas à esquerda e atuarem contra os interesses dos Estados Unidos, afirmando que Washington financiava várias delas.
Ele disse ainda que os novos governos da região não são subordinados aos Estados Unidos. Compartilham, segundo Rubio, prioridades como o combate a organizações ligadas ao narcotráfico e a atração de investimento americano.
O que está em jogo com o 2º turno
O 2º turno decide se o Brasil entra no grupo de países que Trump cita como exemplo de guinada à direita na região. Vitória de Flávio tornaria o país o nono governo sul-americano alinhado aos Estados Unidos.
O que acontece agora
Lula e Flávio fazem o último debate antes da votação nesta sexta-feira (23), véspera do 2º turno. As urnas abrem no domingo (25/10), quando fica definido quem governa o Brasil nos próximos quatro anos.





























